A banda de Viking Metal “Ensiferum” (Finlândia) fará show em São Paulo no dia 01/06/13




Vídeo de “From Afar”:

Está disponível para download gratuito o e-zine “Flores do Lado de Cima” número 19, de R. Raven




Divulgação de “Carniçal”, projeto de curta metragem de Rubens Mello com José Mojica Marins (Zé do Caixão)



(Mensagem de Rubens Mello)

Venho por meio desta divulgar nosso  novo projeto de curta metragem "Carniçal" com participação do icone do horror José Mojica Marins - o Zé do Caixão.
Na oportunidade, deixo fones de contato para, caso haja interesse em entrevista, o que agradeçemos e nos colocamos à disposição, desde já.
Rubens Mello - 11-97403-2797
José Mojica Marins (Zé do Caixão) - 11-3222-3722

CARNIÇAL
Um filme de Rubens Mello - 2013

Apresentação
Este é um filme de terror, que  visa resgatar a clássica profissão do "retratista",  a aura "mística" das ciganas, e principalmente,  a lenda mitológica do "ghoul" - No folclore brasileiro conhecido como "papa-figo", monstro da mitologia árabe antiga que habita e reside em cemitérios e outros locais inacessíveis.

Proposta do projeto
A partir da premissa apresentada acima, o diretor Rubens Mello, artista multimídia em atividade desde os anos 80, debruça-se afins de criar uma produção nacional que exalta tanto a Cidade de Guarulhos como São Paulo. Rubens Mello faz deste projeto arma direta na luta contra o sucateamento da cultura genuína, a cultura do lixo e a cultura de massa descartável.

Sinopse
Felipe é um garoto de vida dupla, cuja relação com uma mulher mais velha não tem aprovação da família. Com a chegada de um bando de ciganos, um segredo virá a tona trazendo  um desfecho irreversível.

O que exatamente é um"Ghoul"?
O nome original da criatura é الغول:ghūl, significando demônio.  O ghoul é um gênio árabe que muda de forma. Geralmente é traduzido para o português brasileiro como carniçal, conhecido no nosso folclore como "Papa-figo".
São criaturas carnívoras que se alimentam de cadáveres e carne viva. Um ghoul geralmente tem comportamento ameaçador, mas nem todo ghoul é necessariamente mau.  A maioria são criaturas noturnas.

Elenco Principal      
José Mojica Marins, Lenny Dark, Victor Fernandes, Eliana Sotero                     

Elenco Secundário 
Marant Polodoro, Tessália Lemos, Maria Irene Faria Cipriano, Emerso Cardoso

Local onde será realizado
O curta metragem "Carniçal" será realizado nas cidades de Guarulhos e São Paulo. 
GUARULHOS : Bosques , praças, cemitério (cenográfico) 
SÃO PAULO:   Casa do Século  XX.

Duração do filme
O curta metragem deverá ter aproximadamente 15 minutos.
 Melhor metragem para festivais no Brasil e mundo.

Gênero: Suspense / terror

Equipe Técnica
Rubens Mello - Roteiro/direção
Geisla Fernandes -Assistente de direção/Consultora de roteiro
Eduardo Luderer - Fotografia
Jussara Felix Figueiredo - Direção de Arte
Elise Siqueira - Produção
Tessália Lemos - Produção

Tempo de Produção: Carniçal será realizado  entre os meses de maio / agosto do ano corrente.

Por que suspense / terror?
Zumbis, chupacabras, espíritos zombeteiros e todas as demais variáveis de seres das trevas estão ganhando cada vez mais espaço no cinema brasileiro, neste momento em que produtores nacionais de longas-metragens (tanto de filmes autorais quanto de blockbusters) ampliam sua aposta no gênero terror.  
O grande público ainda ignora a produção dos filmes de gênero que surgem todo ano, cada vez em maior quantidade, desejamos mudar essa realidade.
Visto como trash ou como caça-níquel em leituras superficiais, o terror é um dos poucos gêneros que conseguem arrancar reações físicas imediatas da plateia, com sustos e gritos. Mas essas reações só acontecem se a sua direção for refinada. - Esse é o desafio que o gênero impõe e que gera sua grandeza em obras como as de Polanski ou cults como "O iluminado", nos quais o susto vem do clima, não de monstros.
No Sul do país, dois novos longas de horror estão sendo gestados em Florianópolis, pela produtora Novelo Filmes, da cineasta catarinense Cíntia Domit Bittar ("Qual queijo você quer?", prêmio de melhor curta do Festival do Rio 2011). Em "A nora", uma mulher é levada à beira da loucura. Já em "Valquíria não vai para o céu", Cíntia fala sobre possessão. Ambos abordam o sobrenatural nos moldes realistas de "O bebê de Rosemary" (1968), de Roman Polanski.
No Rio, o produtor Marcos Didonet, da Total Filmes, responsável por sucessos como "Se eu fosse você" (2006) e "Divã" (2006), prepara para 2013 um thriller de terror sobre psicopatas, com direção de Paulo Fontenelle: "Sala escura".
Ainda no Rio, o diretor Felipe Bragança explora o terror com "O porão", que será produzido por Rodrigo Teixeira ("O cheiro do ralo").  Em São Paulo, Teixeira investe no gênero ainda com "Quando eu era vivo", uma leitura "horrificista" do diretor Marco Dutra, baseado no livro "A arte de produzir efeito sem causa", de Lourenço Mutarelli. Antonio Fagundes, Marat Descartes e a cantora Sandy estão no elenco do filme. Dutra trafegou pelo fantástico em 2011 com "Trabalhar cansa", codirigido por Juliana Rojas. A dupla neste momento desenvolve um filme sobre um bebê lobisomem: "As boas maneiras".
 Fora do eixo dos editais, existe um cinema independente de terror sendo produzido no país, com baixíssimo orçamento. "A noite do Chupacabras", de Rodrigo Aragão, é um exemplo .
Entre diretores veteranos, Ivan Cardoso, mestre do terrir, prepara um projeto para a internet chamado "Dracula's Club", reunindo curtas feitos com patrocínio zero.

Atenciosamente,
Rubens Mello
11 97403-2797

Está disponível digitalizado em PDF o número 22 (Agosto de 1992) do lendário fanzine de Ficção Científica & Horror “Megalon”



O fanzine “Megalon” foi editado por Marcello Simão Branco entre 1988 e 2004, num total de 71 edições.
Continuando o esforço do Marcello em resgatar em arquivos PDF as lendárias edições do “Megalon”, informo aos interessados em adquirir mais esta relíquia, que baixe através do link:

Registro histórico: fotos do show da banda paulista de Thrash/Death Metal “Witchhunter” em Maio de 1989 em São Paulo/SP


Witchhunter” era uma banda de Thrash / Death Metal de São Paulo/SP, sediada no bairro de Veleiros (Zona Sul), que existiu no final dos anos 80 do século passado, formada pelos irmãos Ricardo Passos (guitarra e vocal) e Nelson Passos (baixo), além de Renato Rosatti (bateria).
Abaixo seguem alguns registros históricos como fotos de um show em Maio de 1989 no extinto bar “Ponto X”, em Veleiros, e as letras toscas de algumas músicas, num inglês bagaceiro, e com uma temática trazendo influências do cinema de horror dos anos 1980.










Leatherface
A bloody ripper butcher. Insane hangman desirous for hate. With his cursed chainsaw. Cripple and amputate his victims. Leatherface. Maniac killer, mad psychopath. He is ready for the slaughter. His fury will destroy. His victims will cry. Screaming for help. Burning in pain. The saw will slash. The bones will feed Leatherface. Leatherface. Gore and guts are vomited. In his devastator way. Rotten corpse are pilled up. In his human flesh shambles. Leatherface. Maniac killer, mad psychopath. He is ready for the slaughter. His fury will destroy. His victims will cry. Screaming for help. Burning in pain. The saw will slash. The bones will feed Leatherface. Leatherface. Beware, Leatherface is near. He’s coming to kill. His chainsaw is blooded. Ready for slash your flesh. You must to run now. Escape for save your life. Now he’s behind you. It’s late, you’re dead!

Darkness Empire
Everybody are exploited till death. Only serving the wishes of lord. They’re slaves of blasted society. Smashed and living like rats. Repulsive world where prevail the hate. Humanity only preoccupy in wars. The hunger devastated the planet. The destiny will be the darkness. Death alleviate the pain of life. There’s no escape from this prison. Rottenness consume the tortured minds. The darkness empire forever will reign. The corrupt rot politics. That command the world. Smile satisfied. While people are massacred. By the hunger and misery. By the pain and plague. Die!

Violent Aggression
I’ll spit in your face my black vomit of hate. I’ll torture you until you implore for death. You’ll feel the pain rotting your brain. I hate you and want you dead. I’ll break your legs and arms. And will drawn your heart from your breast. I’ll slash your body in pieces. And bury it in a fetid trash. The decapitation rite now will begin. I’ll have your head in my hand. Your blood will spread on the floor. And nobody will hear your scream of despair. Your rachitic bones will stink. And your rot brain will pollute the air. My violent aggression will devastate. You’re nothing and should to die. I will slash you. Your brain will explode. Your guts will feed. The dogs and pigs. Your death is near. Violent Aggression.

Putrefaction of Brain
People are polluted by radioactive toxin. Their brains start to rot. The bodies become paralyzed. And heads explode spreading blood. Putrefaction of brain. The disease disperse everywhere. Humanity is being destroyed. A cruel devastation invade the planet. And rottenness consume life. The survives try to escape from chaos. But the cursed plague attack with hate. Nobody escapes from this death’s slaughter. Now life disappeared from this dead world.



O cultuado técnico em efeitos especiais Ray Harryhausen faleceu em 07/05/13 aos 92 anos




Ray Harryhausen, o técnico em efeitos especiais mais conhecido pelos fascinantes trabalhos em stop-motion, faleceu em 07/05/13 aos 92 anos. Abaixo seguem links para uma notícia na imprensa sobre seu falecimento e um vídeo compilando cenas de filmes com diversos monstros criados por Harryhausen.
Além também de um texto escrito por E. R. Corrêa sobre o mestre, publicado originalmente em meu fanzine impresso “Juvenatrixnúmero 25, em Maio de 1998, e que não recebeu atualização, justamente para se manter como um registro histórico intacto de 15 anos atrás, e para servir como uma homenagem a Ray Harryhausen, que permanecerá eternamente vivo na memória dos apreciadores do cinema fantástico.
Segue também um outro texto de autoria de Cesar Silva, extraído de seu blog “Mensagens do Hiperespaço” (postado originalmente em 18/05/13).




As Criaturas do Sr. Harryhausen
por E. R. Corrêa

                É impossível falar sobre os filmes de monstros das décadas de 1950 a 1980 sem citar o nome de Ray Harryhausen, pois este grande homem (N.E.: que faleceu em 07/05/13 aos 92 anos) deu vida as mais estranhas e bizarras criaturas. Os monstros e seres fantásticos criados por Harryhausen povoaram os filmes de horror e ficção científica de uma dedicada geração de fãs, pois pelo menos no auge de sua carreira, a popularidade de suas criaturas era grande. No entanto, muito pouco se comenta dele e de sua criação hoje em dia, devido ao fato, talvez, da esmagadora sequência de filmes envolvendo efeitos especiais de última geração. Porém, entre os próprios criadores de efeitos especiais, Harryhausen é continuamente citado como o eterno mestre no seu estilo, estilo esse conhecido como Stop-Motion.
                Só não é citado como o pai da técnica por haver, antes dele, um outro gênio que também usou dos recursos do Stop Motion para animar diversos filmes, o genial Willis O’Brien, responsável pelos efeitos do filme King Kong (EUA, 1933). Porém, a popularidade de Harryhausen superou a de O’Brien, talvez pelo fato dele ter se aperfeiçoado mais e numa época em que o cinema de horror e ficção científica estava em alta.
                O Stop-Motion é uma antiga técnica cinematográfica que basicamente é a filmagem quadro-a-quadro de bonecos ou objetos inanimados para a simulação de constante movimento. E até hoje esta primitiva técnica vem fascinando os cinéfilos (pelo menos a mim!). Mas como já disse, é um recurso primitivo e praticamente extinto, não sendo mais usado (ou muito pouco usado) pelos responsáveis em efeitos especiais.
                Aos 13 anos de idade, Harryhausen assistiu a primeira versão de King Kong, dirigida por Merian C. Cooper e Ernest B. Shoedsack, e ficou fascinado pelo efeito stop-motion. As animações de O’Brien para o macaco gigante já eram bastante sofisticadas, combinando, inclusive, com outro efeito cinematográfico, o Rear Projection, que consistia em projetar, atrás de uma cena animada, um boneco de Kong, que aparecia de forma gigantesca contracenando com atores reais. Efeitos tão antigos como o próprio cinema.
                Esses efeitos, considerados moderníssimos na época, foram responsáveis pela projeção de Harryhausen no mundo cinematográfico, pois o jovem garoto dedicou-se, daí em diante, a esse tipo de efeito e criou em sua própria casa, um pequeno zoológico de criaturas e monstros de toda espécie. E não se contentou com isso apenas - resolveu, também, criar seus próprios filmes com a ajuda dos materiais que tinha em casa e uma pequena câmera de 16 mm. E essas mesmas criaturas, mais tarde em 1938, serviriam para fazer suas tentativas iniciais no cinema profissional.
                Foi apadrinhado por, nada mais nada menos, Willis O’Brien, o mestre dos efeitos especiais, mas teve que começar a trabalhar para outro mestre do cinema de ficção científica, George Pal, e nos documentários de guerra de Frank Capra (o mais importante produtor da década de 30, inclusive ganhador de 3 Oscars).
                A estréia oficial de Harryhausen como animador foi no longa metragem Mighty Joe Young, lançado em 1949 (dirigido por Ernest B. Shoedsack, o mesmo de King Kong). O filme demorou três anos para ser produzido e Harryhausen trabalhou em parceria com O’Brien, mas o mérito recaiu sobre ele, pela quase totalidade de suas sequências de animação, que combinavam todos os efeitos desenvolvidos pelo seu mestre, como a Rear Projection e o Matte Painting (cenários pintados em vidro e compostos com imagens reais).
                Seu filme seguinte, O Monstro do Mar (The Beast from Twenty Thousand Fathoms, 1953) foi mais expressivo e marcante do que o anterior, mesmo tendo sido realizado com um terço do orçamento em comparação com o Mighty Joe Young. Isto deveu-se ao fato do novo refinamento das sequências, que combinavam ação real e animação. Novamente foram usados os efeitos Rear Projection para colocar um gigantesco réptil andando sobre pessoas e carros e aterrorizando a cidade de New York.
                Com tantos efeitos de primeira categoria, o filme só poderia se tornar num sucesso imediato. E foi o que se sucedeu.
                Logo os produtores se interessaram pela genialidade de Harryhausen. O primeiro deles foi Charles Schnneer, que produziu o filme O Monstro do Mar Revolto (It Came from Beneath the Sea, 1955). Desta vez Harryhausen coloca uma gigantesca lula destruindo o Golden Gate de San Francisco e levando pânico à população.
                Para o filme de Irwin Allen, The Animal World (1956), Harryhausen elaborou diversos dinossauros e reproduziu a vida desses animais de forma surpreendente. Um filme raro.
                Para Fred Sears, Harryhausen criou uma aterrorizante invasão de alienígenas em Washington, em A Invasão dos Discos Voadores (Earth Versus the Flying Saucers, 1956), fazendo com que suas maquetes de discos voadores projetassem sombras artificiais num chão real, em proporção realista. Uma rara jóia da ficção científica que poucos conhecem. 
                Outro pequeno clássico da ficção científica é o filme Vinte Milhões de Milhas da Terra (Twenty Million Miles to Earth, 1957), onde um pavoroso monstro, o Ymir, vem diretamente do planeta Vênus e após fugir ao controle, acaba escapando e tornando-se um gigante que leva pânico e medo à população romana.
                Finalmente em 1958, Harryhausen poderia mostrar sua genialidade em filmes a cores, e sua estréia “colorida” foi com A Sétima Viagem de Simbad (The Seventh Voyage of Simbad), um filme de grande popularidade na época, inclusive levando o nome de Harryhausen pela primeira vez nos cartazes de cinema. Neste filme, Schnneer se junta novamente ao mestre para produzir cenas antológicas, iniciando um ciclo de filmes que relembravam os fatos curiosos e interessantes da mitologia clássica. Uma cena inesquecível (eu tinha oito anos quando assisti!) é quando um cíclope e um dragão se confrontam num combate brutal, numa belíssima praia. Um filme de fantasia obrigatório para quem gosta de mitologia greco-romana.
                Após este filme, cresceu em Harryhausen a vontade de explorar novos temas, abordar assuntos mais fantasiosos, como podemos notar nos filmes As Aventuras de Gulliver (The Three Worlds of Gulliver, 1960), baseado na obra de Johann Swift, e A Ilha Misteriosa (Mysterious Island, 1961), baseado na obra de Julio Verne, filmes dirigidos por Jack Sher e Cy Endfield respectivamente.
                No entanto, foram apenas um preparativo para uma das mais impressionantes adaptações no cinema de fantasia-aventura, Jasão e o Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963), no qual ele finalmente pode explorar sua antiga paixão pela mitologia clássica. Como não poderia deixar de ser, desfilam neste filme as mais impressionantes cenas de animação e aventura, como o antológico combate entre Jasão e um grupo de esqueletos, que impressionaram pela realidade dos movimentos.
                A cada novo filme, Harryhausen se aperfeiçoava mais em sua técnica dando-nos, inclusive, uma sequência arrasadora de filmes de aventura. Filmes que são considerados as definitivas obras-primas da “fase de ouro” do mestre.
                Os Primeiros Homens na Lua (First Men in the Moon, 1964), Mil Séculos Antes de Cristo (One Million Years B. C., 1966), Valley of Gwangi (1969), são filmes antológicos.
                No auge de sua carreira como animador, Harryhausen, novamente com Schnneer, cria seus três melhores filmes: A Viagem de Ouro de Simbad (The Golden Voyage of Simbad, 1973), Simbad e o Olho do Tigre (Simbad and the Eye of the Tiger, 1977) e A Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 1981). Estes dois filmes envolvendo o Capitão Simbad, foram duas sequências tardias do filme A Sétima Viagem de Simbad.A Fúria de Titãs foi seu projeto mais caro, isto por causa do elenco de atores ilustres. Mas a animação não fica devendo; eu, pessoalmente, considero como sua obra-prima, foi um dos filmes que mais me impressionou. Diversas criaturas desfilam ao longo da história; talvez a mais impressionante seja a Medusa (monstro mitológico grego, metade mulher, metade animal com serpentes em lugar de cabelos e que transformava em pedra quem a encarasse). O terrível monstro marinho, Kraken, também é apavorante. No entanto, o que atrai a simpatia dos telespectadores neste filme é uma pequena coruja de metal, que auxilia o herói Perseu em suas arriscadas aventuras.
                É, sem dúvida nenhuma, o maior clássico da fantasia que o cinema já fez. Um filme que deve ser visto, revisto, gravado e guardado a sete chaves na sua videoteca.
                Com esta obra-prima do cinema, Harryhausen fecha com chave de ouro sua brilhante carreira como animador. No entanto, sua influência permanecerá para sempre, pelo menos na memória dos seus verdadeiros fãs.
                Os filmes Dragonslayer e O Império Contra-Ataca (1980) demonstram influências diretas com o velho mestre, tendo, inclusive, uma técnica variada de animação que se originou do stop-motion, que, apesar de ser mais sofisticado, não deixa de apresentar características com o antigo método.
                Harryhausen se dedicava totalmente ao seu trabalho, no entanto ganhou apenas um Oscar (o qual teve que dividir com O'Brien em seu primeiro filme em 1949). Hoje, porém, seu trabalho é pouco comentado. Seus filmes são raros e seu nome aparece apenas como obrigação em documentários de TV. Mas na memória dos fãs, suas animações e sua obra em geral serão sinônimos de emoção. Eu nem sabia escrever ainda e já me maravilhava com as criaturas de Harryhausen, por isso hoje eu estimo muito sua obra e o mínimo que eu posso fazer por ela está feito.



Ray Harryhausen (1920-2013)                 por Cesar Silva

Neste mês de maio, o mundo perdeu Ray Harryhausen, um dos mais importantes técnicos do cinema de ficção fantástica.
Nascido em Los Angeles, em 29 de junho de 1920, Harryhousen ficou fascinado pelo mundo do cinema aos treze anos de idade, ao ver o clássico King Kong (1933). Os impressionantes efeitos especiais executados por Willis O’Brien, que davam vida ao gorila gigante a partir de uma miniatura animada pelo processo do stop-motion, levaram o jovem Ray a dedicar toda a sua vida ao desenvolvimento dessa arte, que cria a ilusão de movimento a partir da fotografia, quadro a quadro, de miniaturas articuladas.
Harrihausen começou fazendo seus próprios filmes em sua casa, com uma câmera de 16 mm.
Começou a trabalhar profissionalmente em documentários de Frank Capra e nos filmes de George Pal, mas sua grande chance veio quando fez a animação para o filme Mighty Joe Young (1949), de Ernest B. Shoedsack, o mesmo diretor de King Kong, trabalhando ao lado de seu ídolo, Willis O’Brien. Ali ele também ajudou a desenvolver outros efeitos especiais que dominariam a indústria do cinema por muitas décadas, como o rear projection (montagens a partir de projeções) e o matte painting (pinturas realistas em vidro).
Harryhausen também fez os efeitos de vários filmes clássicos, como os dinossauros de The animal world (1956), o Kraken de It came from beneath the sea (1955), o Rhedosaurus de The beast from twenty thousand fathoms (1953), a invasão alienígena de Earth versus the flying saucers (1956) e o impressionante monstro Ymir, de Twenty million miles to Earth (1957). Contudo, Harryhousen costuma ser mais lembrado pelos efeitos que realizou na série de filmes de Simbad o marujo, personagem inspirado nas histórias de As mil e uma noites, com uma pletora de monstros mitológicos, tais como o pássaro Roca, o Grifo e o Ciclope.
Seu momento culminante certamente está nos efeitos especiais realizados para o clássico Jason and the argonauts (1963), com a Hydra, as harpias, os guerreiros-esqueleto e outras visões aterrorizantes dos mitos clássicos. O mais recente trabalho do mestre a impressionar os espectadores foi a primeira versão de Clash of the titans (1981), no qual a técnica do stop-motion atingiu uma qualidade nunca vista anteriormente.
Apesar de sua importância e influência, Harryhausen ganhou apenas um Oscar, justamente por seu primeiro trabalho, Mighty Joe Young, dividido com O'Brien. Em 1992, a Academia reconheceu sua obra com um Oscar honorário e, em 2005, Harryhausen foi incluido no Science Fiction Hall of Fame.
Harryhausen morreu no dia 7 de maio de 2013, aos 92 anos.

Está disponível a edição virtual e gratuita do fanzine “Juvenatrix” número 147



Para solicitar sua cópia em formato PDF, envie um e-mail para: renatorosatti@terra.com.br


Conteúdo:
“Juvenatrix” número 147 (Maio de 2013), 23 páginas.
Capa: ilustração de Erik Muller Thurm.
Contra capa: foto de Jeff Walker, da banda inglesa “Carcass” em show em SP no dia 11/04/13.
Metal extremo: “Carcass”, “Slayer”, “Hate”.
Notícias e divulgação de produções alternativas.
Obituário: Cineasta Jesus Franco (1930 / 2013).
Contos de Michael Kiss e E.R. Corrêa.
Textos de cinema fantástico: “A Casa do Terror” (Madhouse, 1974), “Evil Dead” (2013).
Comentários de cinema: “Os Croods – Uma Aventura nas Cavernas”, “Homem de Ferro 3”, “A Hospedeira”, “Jack – O Caçador de Gigantes”, “Mama”, “A Morte do Demônio” (Evil Dead, 2013), “Oblivion”, “Oz: Mágico e Poderoso”, “The Pact” (2012).