Divulgação de fanzine: “Encosto”, de Márcio Sno
(Mensagem de
Márcio Sno)
No próximo dia 7/8 vou lançar mais um zine: o Encosto.
Para essa publicação convidei alguns amigos com a missão de
registrarem em forma de ilustração uma imagem do diabo. E isso resultou em mais
de 40 artistas desenhando para esse zine.
Esse é o primeiro zine que eu me dediquei exclusivamente na
edição e talvez seja o que eu tenha tido mais trabalho, uma vez que nunca tive
uma quantidade tão grande de colaboradores.
Para não prejudicar as artes, optei em não fazer cópias
frente e verso do papel que comporá o miolo, logo, será bem grosso e, por isso,
a encadernação será feita com costura, estilo japonesa. Ou seja, terei muuuito
trabalho!
O lançamento será durante a feira Zine
Die (leia-se "zine
di", do latim), em Osasco/SP.
Após o lançamento, divulgarei a forma de aquisição via
correio.
Acima segue o flyer do lançamento.
Márcio Sno
facebook.com/marciosnoprodEstá disponível a edição 139 do fanzine “Quadrinhos Independentes”
“Quadrinhos Independentes” – Foi lançada a edição 139 (Maio / Junho de 2016), editado por Edgard Guimarães, com 32 páginas, formato meio ofício e impressão digital.
Conteúdo:
quadrinhos, artigos, anúncios, ilustrações, seção de cartas dos leitores e
divulgação de fanzines.
Traz
também o encarte “Artigos sobre Histórias em Quadrinhos” número 1 com “Os
Cow-Boys de Antigamente”, de Carlos Gonçalves.
Contatos:
A/C Edgard Guimarães – Rua Capitão Gomes 168 – Brasópolis/MG – CEP 37530-000 –
e-mail: edgard@ita.br
Divulgação de livro: “Demónios Urbanos”, do autor português Emanuel R. Marques
(Mensagem de divulgação)
Finalmente
colocamos cá fora o novo livro de Emanuel R. Marques, "Demónios
Urbanos", quarto da nossa colecção Mephisteatros. Poderão lê-lo online
pela Issuu ou fazer download do pdf em:
Capa de
Irina Metamorfoses com fotografias de Rui Freitas, contracapa de Irina
Metamorfoses, paginação, ilustração, prefácio e revisão de André Consciência.
«Quando
primeiro me deparei com a escrita de Emanuel R. Marques, entre 2008 e 2009,
pensei que seria talvez o único escritor português da minha geração a seguir
assumidamente a linha narrativa de Edgar Allan Poe e que soubesse, afinal,
escrever. Tomei de imediato interesse, sendo um registo de relevância para a
Associação de Artes “Abismo Humano”. Desde então, o autor participou em várias
edições da revista da associação e numa colectânea de contos intitulada “A Boca
da Noite”, com o mesmo selo. A juntar à nossa colecção Mephisteatros, vimos “Os
Candidatos e Outros Devaneios Cénicos”, deste Emanuel R. Marques, um conjunto
de guiões para peças no qual se começava a instalar um absurdismo e um
existencialismo da escola de Samuel Beckett. Semelhante mistura, entre a ficção
gótica de Poe e o anel insandecido de Beckett, não poderia deixar de lembrar,
de quando em quando, o horror cósmico de H. P. Lovecraft e é aqui que aportamos
com “Demónios Urbanos”.»
- André
Consciência
ISSUU:
http://issuu.com/abismo_humano/docs/dem__nios_urbanos/1Divulgação de livro: “Shimandur – A Cidade Da Chuva”, de Caio Alexandre Bezarias
Título: Shimandur – a cidade da chuva.
Autor: Caio Alexandre
Bezarias.
Arte da Capa: Sam Hart.
Editora: Devir Livraria.
Número de Páginas: 160.
Formato: 14 x 21
cm .
Acabamento: brochura, com orelhas.
Edição: 1ª Edição – 2015. ISBN:
9788575326251.
Preço sugerido: R$ 32,00
Uma
cidade amaldiçoada pela chuva. Em Shimandur a água, fonte da vida, desperta
poderes mágicos escondidos no solo para trazer caos e morte. A cidade que um
grupo de adolescentes quer libertar da maldição que esmaga a vida de todos.
Shimandur
é a maior, mais rica e poderosa cidade do Valesh, o continente meridional do
mundo fictício desta narrativa de fantasia urbana. Mas essa metrópole é
conhecida e citada menos por seu poder e riqueza, do que ser terrível e
fabulosa. Uma cidade repleta de magia e de magos, em um mundo em que a magia
tornou-se escassa, temida e admirada.
A
cidade amaldiçoada. O lugar em que água da chuva, ao tocar o solo carregado de
manah — a misteriosa força primordial, “o sangue, a essência do universo” — convoca milenares torres
gigantes das profundezas da terra para rasgar as ruas, destruir e esmagar,
transforma cadáveres e ossadas de animais em monstros sanguinários. Uma cidade
em que um festival de horrores e morte sempre retorna a cada tempestade ou
chuvisco. Assim é há mais de cem anos.
Alex
e seus amigos sobrevivem em Shimandur, não mais suportam suas vidas e sua
cidade e querem que tudo seja diferente. Uma noite, em uma taverna decrépita
encontram Charles, um estranho músico que diz saber como atingir a Torre
Máxima, o centro da Floresta dos Pesadelos Encarnados, de onde, conta-se nas
ruas, parte a maldição que castiga a Cidade da Chuva.
Uma
história de fantasia sobre a busca por viver sem medo e o que acontece a um
povo que trata a água e o mundo natural com desrespeito.
Sobre o autor:
Caio
Alexandre Bezarias está envolvido com a literatura fantástica desde o fim da
década de 80: suas primeiras incursões ocorreram em fanzines de cultura pop,
para os quais escreveu artigos, mais tarde, publicou resenhas e matérias em sites e revistas profissionais; traduziu
hqs para a editora Metal Pesado na segunda metade da década de 90; publicou
contos de fantasia e ficção científica, entre outros, na revista eletrônica
Juvenatrix e um número da edição nacional da série de space opera Perry Rhodan.
Professor de língua portuguesa e Mestre em Letras pela USP, é autor de A Totalidade pelo Horror: O Mito na Obra de
Howard Phillips Lovecraft(editora Annablume, 2010) primeiro estudo sobre o
criador do ciclo de Cthulhu escrito e publicado em português, e mantém um blog de contos fantásticos situados em São Paulo (https://carpenoctemsp.wordpress.com),
onde nasceu e vive.
Horror e Metal Extremo: “Black Winged Torment”, banda “Belphegor” (Áustria), álbum “Conjuring the Dead” (2014)
Resenha de literatura: “Cemitério Perdido dos Filmes B – Exploitation” (2013)
Livro sobre cinema “B” com dezenas de resenhas por vários
autores, abordando os chamados filmes “exploitation”, ou “de exploração”,
produzidos com orçamentos reduzidos, roteiros simples, mas que despertam
interesse principalmente pelas cenas despreocupadas com censura ou imposição de
regras. Seu objetivo justamente é atingir um mercado consumidor diferente dos
produtos convencionais.
O livro é dividido em várias seções, abrangendo desde o
cinema de horror “slasher”, “splatter” e de canibais, passando pelos filmes
orientais de artes marciais, os italianos de suspense (“giallo”) e policial
(“poliziesco”), o americano “blaxploitation”, e os filmes de exploração com
nazistas (“nazisploitation”), mulheres em prisões (“WIP”) e freiras em
conventos (“nunsploitation”). Sempre com sexo selvagem, assassinatos brutais e
muita violência.
É uma excelente obra de referência e pesquisa do cinema
obscuro, com resenhas fluentes e informativas. Ainda tem espaço significativo
para análises de filmes “exploitation” produzidos na América Latina (México,
Brasil e Argentina), além de países como Canadá (“canuxploitation”) e Austrália
(“ozploitation”). Filmes onde o foco é chocar o público ávido por elementos não
encontrados no cinema comercial tradicional, com histórias absurdas e
sensacionalistas, repletas de sangue, tiroteios, lutas, assassinatos,
psicopatas mascarados, canibais famintos, mafiosos enlouquecidos, nazistas
sádicos e freiras promíscuas.
Altamente recomendado para os apreciadores de filmes
obscuros. (RR)
“Cemitério Perdido
dos Filmes B - Exploitation” (2013)
Organizado por César Almeida, com resenhas de diversos
autores
Editora
Estronho
228
páginas
www.infernoticias.blogspot.com.br
(escrito em 13/07/16 e postado em 16/07/16)
Resenha de literatura: “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (Julio Verne, 1873)
A história do livro é ambientada em 1872, onde vive em
Londres um cavalheiro misterioso, rico e extremamente disciplinado, chamado
Phileas Fogg. Típico inglês fleumático, ele faz uma audaciosa aposta com os
colegas de um clube refinado afirmando que conseguiria dar a volta ao mundo em
apenas 80 dias. Mais motivado pela aventura do desafio do que o dinheiro da
aposta, o Sr. Fogg contrata um ajudante para acompanhá-lo, o francês Jean Passepartout,
jovem, forte e habilidoso em artes circenses. Em paralelo, ocorre um roubo
milionário num banco londrino e o detetive Fix, a serviço da polícia local,
reúne informações que revelam a possibilidade do Sr. Fogg ser um suspeito do
crime, decidindo acompanhá-lo nas viagens ao redor do mundo, tentando uma
oportunidade para prendê-lo.
Na incrível jornada, eles enfrentam perigos e aventuras
diversas, passando por países como Egito, Índia, China (Hong Kong), Japão e
Estados Unidos. No meio do caminho, eles resgatam uma bela e jovem mulher hindu
de um ritual religioso de sacrifício humano. Seu nome é Aouda e acompanha o
grupo na viagem. Eles utilizam meios de transporte variados como um elefante,
trens, barcos, navios e um trenó, enfrentando diversos obstáculos como
tempestades, trapalhadas imprevistas do criado Passepartout, perseguições de
fanáticos religiosos e um ataque de índios selvagens.
“A Volta ao Mundo em 80 Dias” tem uma leitura fluente e
agradável, que prende a atenção para saber com ansiedade os acontecimentos,
torcendo pelo sucesso da arriscada empreitada de uma jornada ao redor do planeta,
com prazos apertados e formas criativas do Sr. Fogg em driblar as adversidades.
Valorizando preciosas qualidades do ser humano como coragem, educação,
honestidade, lealdade, amizade e principalmente disciplina e honra. Além de
mostrar também o mundo na época, com países que eram controlados pela
Inglaterra como a Índia e Hong Kong (que faz parte da China atualmente). O
livro é um dos mais conhecidos de Julio Verne, e inspirou adaptações para o
cinema como a divertida versão de 1956, com o aristocrático ator inglês David
Niven (1910 / 1983) como Phileas Fogg e o comediante mexicano Cantinflas (1911
/ 1993) como Passepartout.
O escritor francês Julio Verne (1828 / 1905) é um mestre em
contar aventuras e tornou-se um precursor da ficção científica com obras
divertidas como “Viagem ao Centro da Terra”, “20.000 Léguas Submarinas”, “Da
Terra à Lua”, “A Ilha Misteriosa”, entre outras. (RR)
“A Volta ao Mundo
em 80 Dias” (1873)
Autor: Julio Verne
Editora
FTD (2007)
Tradução
e adaptação de Walcyr Carrasco
213
páginas
www.infernoticias.blogspot.com.br
(escrito em 11/07/16 e postado em 15/07/16)
Está disponível o número 67 do fanzine impresso de Horror e Ficção Científica “Astaroth”
“Astaroth”
número 67 (Julho de 2016), 4 páginas, formato A4.
Textos
de cinema fantástico: “The Evil Dead”.
Versão
impressa distribuída gratuitamente em eventos. Ou solicite a versão em PDF por e-mail.
Contatos:
Está disponível a edição virtual e gratuita do fanzine “Juvenatrix” número 178
Conteúdo:
“Juvenatrix” número 178 (Junho de 2016), 13
páginas.
Capa:
“Angelo Junior”.
Contra
capa: “Legions of Destruction” (“Belphegor”).
Metal:
“Exorcist” (EUA).
Divulgações
e curiosidades.
Contos
de Douglas da Silva Mesquita e RR.
Artigo
(por RR): “Guerra dos Mundos”.Está disponível o número 13 do fanzine impresso de Horror e Ficção Científica “Boca do Inferno”
“Boca
do Inferno” número 13 (Julho de 2016), 2 páginas, formato A4.
Textos
de cinema fantástico: “A Casa dos Horrores Mortais” (The Strange and Deadly
Occurrence, EUA, 1974), “A Mosca da Cabeça Branca” (The Fly, EUA, 1958).
Versão
impressa distribuída gratuitamente em eventos. Ou solicite a versão em PDF por e-mail.
Fanzine
representante do site de Horror “Boca do Inferno” (www.bocadoinferno.com.br)
e blog de divulgação “Infernotícias” (www.infernoticias.blogspot.com).
Contatos:
marcelomilici@yahoo.com.br
e renatorosatti@yahoo.com.brConto de horror: “Esmagamento Craniano” (1997)
Esmagamento Craniano por RR
Após
o primeiro golpe do pesado martelo sobre sua cabeça, ele pode ouvir o ruído
característico do crânio se despedaçando, e partes do cérebro em meio ao sangue
abundante tornaram-se visíveis. Deu um sorriso sarcástico e mais golpes se
seguiram, jorrando o vital líquido vermelho para todos os lados. A cabeça do
homem aos poucos tornou-se uma pasta gosmenta de ossos esmagados misturados com
miolos. O corpo tremeu por alguns instantes, refletindo espasmos do sistema
nervoso, mas depois cessou e permaneceu inerte. A cada golpe da imensa marreta,
e foram muitos, ele aplicava mais força, movido por uma ira infernal e
incontrolável.
Estava
satisfeito agora, pois sua vítima estava morta, aguardando apenas o
apodrecimento lento da carcaça de carne, na qual os vermes iriam se alimentar
em meio às vísceras e o sangue coagulado, e se divertir com a putrefação do
cérebro esmagado.
Agora
já poderá voltar ao seu mundo sombrio, onde a solidão e a dor reinam absolutas
na macabra escuridão do infinito.
Retornará
satisfeito para seu túmulo frio, pois sua vingança foi consumada... Ele matou
seu assassino.
Obs.: Conto escrito em 1997 e publicado originalmente nos fanzines “Astaroth”
12, “Pesadelo” 3, “Boca Suja” 15 e “Skeletons of Society” 3. Foi adaptado para
os quadrinhos como “Vingança do Além”, por Joás Dias de Lima e a HQ foi
publicada nos fanzines “Juvenatrix” 14, “Fâ Sim HQ” 11 e “Pesadelo” 5.
“DEVIR BRASIL” LANÇA SHIROMA, MATADORA CIBORGUE, de ROBERTO DE SOUSA CAUSO
Título: Shiroma, Matadora Ciborgue. Autor:
Roberto de Sousa Causo. Arte de Capa: Vagner Vargas. Editora: Devir Livraria. Número
de páginas: 246. Formato: 14 x 21 cm, com orelhas; acabamento: laminação
brilhante. ISBN: 978-85-7532-624-4. Preço sugerido: R$ 32,00.
A space opera — um tipo ficção científica muito em voga com todo o
interesse por filmes como Star Wars, Star Trek e Guardiães da Galáxia, e programas de TV como Battlestar Galactica, Dark
Matter e Killjoys — encontra na
série de histórias “Shiroma, Matadora Ciborgue”, reunidas agora num livro com o
mesmo título, um digno representante brasileiro. São onze narrativas de
aventura espacial, com ideias científicas audaciosas e ambientadas em cenários
exóticos, escritas pelo experiente escritor de ficção científica e fantasia Roberto de Sousa Causo.
Sequestrada ainda
criança, Bella Nunes é o protótipo de um novo tipo de ciborgue com sistemas
biocibernéticos supereficientes e indetectáveis. Sob o controle de um
misterioso casal de criminosos, ela cresce para se tornar a temível matadora de
aluguel e espiã Shiroma, protagonista
de uma série de histórias primeiro publicadas no Projeto Portal, uma coleção de
seis revistas de ficção científica, do consagrado escritor Nelson de Oliveira —
autor de Subsolo Infinito e Poeira: Demônios e Maldições, e duas
vezes ganhador do Prêmio Casa de las Americas. É Nelson que faz a introdução a Shiroma, Matadora Ciborgue.
As seis primeiras histórias
de Shiroma — somadas a mais cinco narrativas inéditas — estão reunidas neste
livro, de forma ampliada e compondo um arco narrativo completo, com a fase inicial
das aventuras da personagem nas três Zonas de Expansão Humana pela Via Láctea.
Cumprindo sua primeira
missão na Terra — no Bairro da Liberdade, em São Paulo —, Shiroma mais tarde elimina
vilões em um dos planetas mais vigiados da galáxia, durante um exercício
militar da mais temida tropa de elite humana, no covil de um grupo de revolucionárias
armadas de artefatos nucleares, e em uma cidade-parque temático controlada pela
implacável organização criminosa conhecida como “T’ien-Ti-Hwey da Era Galáctica”.
Provada até o limite em situações de vida e morte, Shiroma tem como seu maior
teste não ceder à loucura.
Do mesmo autor de Glória
Sombria, romance indicado ao Prêmio Argos de Literatura Fantástica 2015
(promovido pelo Clube de Leitores de Ficção Científica) e primeiro volume da
série As Lições do Matador, as dramáticas ações de Shiroma conduzem o leitor por
uma galáxia repleta de intriga, violência e crime. O livro é parte do mesmo
universo ficcional das Lições do Matador, protagonizado por Jonas Peregrino, personagem
principal de Glória Sombria.
Elogios a Shiroma, Matadora
Ciborgue
“Shiroma é uma
pós-humana: uma garota geneticamente aperfeiçoada, com implantes
biocibernéticos e inteligência incomum. É também uma das personagens femininas
mais interessantes da contística atual, em tempos de igualdade de gênero e
empoderamento da mulher. Ela protagoniza 11 contos de ação e reflexão, em que
se entrelaçam perenes conflitos sociais e morais...”
—Folha de S. Paulo
“Shiroma é guerreira, mas às vezes aparece
bastante fragilizada emocional e fisicamente, e esse é um ponto importante em
toda a série. Isso humaniza a heroína ciborgue... Suas aventuras nas Zonas
de Expansão Humana são uma lufada de ar fresco no ambiente modorrento da
literatura contemporânea... Uma coletânea densa, que merece mais de uma
leitura. Reunidos, os onze contos que a compõem se iluminam, oferecendo muitas
camadas secretas.”
—Da introdução de
Nelson de Oliveira, autor de Subsolo
Infinito
“Conto a conto, a personalidade de Shiroma vai-se construindo aos olhos do
leitor, ao mesmo tempo suscitando indagações a respeito de ética, identidade e
humanidade frente a um mundo dominado pela tecnologia. Recomendo este livro aos
amantes da boa ficção científica e que, sem abrir mão da ação e do
entretenimento, também apreciem refletir sobre as questões universais de que
sempre se ocupou a literatura.”
—Ana Lúcia Merege
autora de O Castelo das Águias e A Ilha dos Ossos
“Com este novo livro,
Roberto de Sousa Causo amplia ainda mais um dos mais ricos e vibrantes universos
da space opera contemporânea. Shiroma
segue a mesma estirpe ética e arrojada de Jonas Peregrino, do romance Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador, e
se estabelece como uma grande personagem da ficção científica brasileira.”
—Marcello Simão Branco
co-autor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica
Sobre o autor:
Um dos mais experientes
escritores brasileiros de ficção científica, Roberto de Sousa Causo publicou pela primeira vez em 1989. Escreveu
os romances Glória Sombria: A Primeira
Missão do Matador e A Corrida do
Rinoceronte, ambos pela Devir Brasil. Autor de mais de 80 histórias,
apareceu em revistas e antologias de Cuba, China, Finlândia, França, Grécia,
Rússia e outros quatro países. Seu primeiro livro de contos, A Dança das Sombras, foi lançado em
Portugal em 1999. É o ganhador do Projeto Nascente 11, da Universidade de São
Paulo e do Grupo Abril, com O Par: Uma
Novela Amazônica, e do III Festival Universitário de Literatura, com a
novela Terra Verde. Causo é Doutor em
Letras pela Universidade de São Paulo.
Veja mais sobre Shiroma, Matadora Ciborgue e Glória Sombria no site GalAxis: Conflito e Intriga no Século 25, criado pelo
ilustrador e webdesigner Vagner Vargas: http://galaxis.aquart.com.br
Assessoria
de Imprensa: imprensa@devir.com
R. Teodureto Souto,
624. São
Paulo – SP. F.: 55 (11) 2127-8787
PERDIDOS NO ESPAÇO – Editora põe no ar a coleção TV Estronho
A família Robinson e o piloto da
espaçonave Júpiter 2, Don West, foram selecionados para iniciar “a colonização
espacial pelo homem além das estrelas”. Criada por Irwin Allen, a série de TV
terá sua história contada no primeiro livro brasileiro sobre o tema: “Perdidos
no Espaço” (2016), lançamento da Editora Estronho, de São José dos Pinhais,
Paraná. O livro editado por Marcelo Amado e escrito por Saulo Adami e Carlos
Gomes, tem ilustração de capa de Eduardo Monteiro e será lançado dia 2 de
julho, às 16 horas, no Festival Cultural Mondo Estronho, na Cinemateca de
Curitiba. A obra abre a coleção “TV Estronho”, que tem como objetivo levar fãs
ao encontro de astros e estrelas de séries de TV, inclusive produções
brasileiras.
A série de TV “Perdidos no Espaço” foi ao ar de 15 de setembro de 1965 a
6 de março de 1968 e exibida no Brasil a partir de 1966. Inspirou a produção de
desenhos animados, longa-metragem para cinema, histórias em quadrinhos e
livros. A disputa judicial pela autoria da trama, depoimentos de fãs
brasileiros apaixonados pelo tema e mantenedores de fãs clubes, destacam-se na
narrativa do livro.
“Minha paixão por ‘Perdidos no Espaço’ começou no início dos anos 1970”,
conta Carlos Gomes. “A série passava na TV no período da manhã. Foi amor à
primeira vista”. A mesma paixão é compartilhada por vários colaboradores do
livro, fãs que vivem no Ceará, em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio
Grande do Sul.
Ouvindo as vozes de seus realizadores, os livros da coleção “TV Estronho”
reúnem personagens que povoaram cenários da infância e juventude de várias
gerações, em diversos gêneros. As obras serão assinadas por autores que também
são colecionadores e fãs de cinema e televisão. Abordam temas inéditos no
Brasil, a história oficial, os bastidores e segredos das produções que marcaram
época e permanecem vivas na memória dos fãs e dos telespectadores assíduos ou
eventuais.
Mas, quais serão os próximos episódios da “TV Estronho”?
Os mecânicos Shazan e Xerife procuram a peça que falta para concluir sua
invenção: a bicicleta voadora! Criados por Walther Negrão, e vividos por Paulo
José e Flávio Migliaccio na telenovela “O Primeiro Amor” (1972), os personagens
foram eternizados nos mais de 60 episódios da série “Shazan-Xerife & Cia.”
(1972-1974). Permanecem na memória nacional por suas aventuras bem-humoradas a
bordo da Camicleta, misto de caminhão e bicicleta – uma oficina ambulante –,
ambientação que remetia espectadores aos primórdios do cinema mudo e do circo
mambembe.
Criado por Ed Spielman, o monge Kwai Chang Caine é filho de mãe chinesa e
pai americano. Em sua viagem ao oeste dos Estados Unidos de 1870 em busca de
suas raízes ocidentais, Caine encontra cartazes oferecendo recompensa por sua
captura (vivo ou morto) pelo assassinato do sobrinho do imperador da China ao
defender seu mentor Mestre Po, assassinado pela comitiva imperial. Na série
“Kung Fu” (1972-1975), o papel pretendido por Bruce Lee é interpretado por
David Carradine. O personagem que não usa revólver nem cavalo, evita lutar, tem
fala mansa e é adepto da meditação, inspirou telefilmes, duas séries de
televisão, histórias em quadrinhos e livros. “Shazan-Xerife & Cia.” e “Kung
Fu” serão assinados por Saulo Adami.
Conto de horror: “Cidade Fantasma” (1995)
CIDADE FANTASMA por RR
Caminhando
entre as ruínas de uma pequena cidade no início desse século, o jovem Anderson
Souza, de 25 anos de idade, observava ao seu redor uma brutal devastação,
muitos corpos estraçalhados ou carbonizados em meio à destroços e um odor
fétido de morte emanando dos cadáveres podres que foram massacrados. Ele estava
ali, dois dias após a carnificina, observando a destruição total de uma cidade
que não mais existia. A pequena vila no Estado de Goiás, interior central do
Brasil, estava agora inexplicavelmente morta. O jovem parecia hipnotizado ao
visualizar os escombros a sua volta, pensando estar vivendo um terrível
pesadelo, onde a morte reinava soberana e satisfeita com sua vitória. Mas tudo
era real. E nem o forte cheiro desagradável de putrefação proveniente da
decomposição da carne parecia afetá-lo.
Aquela
era a sua cidade, mas ele não sabia o que havia acontecido. Estava ausente há
duas semanas, acampado nas montanhas muito longe dali, descansando e pescando
solitariamente. Ao retornar, encontrou tudo aniquilado e esmagado de maneira
impiedosa.
“Seria
uma guerra?”, pensou. “Provavelmente não, pois não existem armas tão poderosas
capazes de tamanha destruição”, concluiu.
Os
destroços não pareciam terem sido causados pelas armas convencionais que
Anderson conhecia.
Retomou
a caminhada, agindo instintivamente, pisoteando escombros e restos de cadáveres
que um dia foram seus amigos. Em certo ponto, ouviu um gemido agonizante
próximo e localizou um homem ainda consciente entre as ruínas. Correu em sua
direção e o pegou nos braços. O pobre homem não tinha uma das pernas e o sangue
lhe cobria todo o corpo. Estava morrendo há dois longos dias. Delirando,
balbuciou algumas palavras utilizando suas últimas forças:
-
Cuidado! Eles podem voltar!
Mais
alguns instantes se passaram e o homem morreu.
O
rapaz prosseguiu a jornada pensando nas palavras finais de agonia de um homem à
espera da morte. “O que será que ele queria dizer com Eles podem voltar!?”
Após
caminhar por cerca de meia hora na cidade fantasma, o jovem repentinamente avistou
no céu um estranho objeto de formato discóide repleto de luzes sobrevoando à
baixa altitude a pequena vila, algo nunca visto antes. Depois apareceram muitos
outros iguais, rompendo o silêncio da morte com o ruído de motores em funcionamento. O
rapaz fugiu em desespero, sem entender nada, correndo por sua vida, tomado de
medo e pavor.
Ao
olhar novamente para o céu, seu espanto não tinha dimensões após avistar uma
gigantesca espaçonave exatamente sobre sua cabeça. O imenso disco pairava acima
da pequena cidade destruída, não muito longe do solo. Ele então viu que as
primeiras naves entravam e saíam dessa outra enorme.
Agora
Anderson, mergulhado em agonia, pensou estar totalmente insano perante o que
via a sua volta.
Eram
seres alienígenas que preparavam um novo ataque. Suas intenções não pacíficas
consistiam numa invasão em massa do planeta, destruindo tudo que encontravam.
Seus objetivos eram dizimar toda forma de vida inteligente e se apossar do
planeta para torná-lo seu mundo.
Sem
tempo para reagir, o jovem foi atingido por uma arma desconhecida disparada por
um dos objetos menores. O tiro certeiro explodiu sua cabeça, espalhando pedaços
de seu cérebro num raio de alguns metros e derrubando seu corpo inerte ao chão,
mergulhando numa imensa poça de sangue e miolos.
Eles voltaram...
























