Off Topic – Memórias do Cinema: 30 anos de “Platoon” (1986), de Oliver Stone e com Willem Dafoe e Charlie Sheen

“Vi braços sendo arrancados de corpos. Cabeças voando soltas e deixando na terra encharcada corpos retesados num último estremecimento. Inimigos implorando para serem perdoados e amigos chorando desesperados ante a chegada da morte. O Napalm, mais do que as bombas que arrebentavam os seres, deixava homens, mulheres e crianças mutiladas, com queimaduras horríveis. Durante os combates os pássaros permaneciam mudos e o ruído da floresta era substituído pelo choro, pelas lamúrias, pelos urros de dor e angústia. Acredito que o ´inferno´existe e chama-se guerra.” (Martin Stockhead, ex-combatente do Vietnã).


 Willem Dafoe como o Sargento Elias.



Revista Inter Quadrinhos 20, lançada nas bancas em 1987.








Revista "Veja" 969 (01/04/1987).









Artigo sobre o filme, escrito em Setembro de 2002.

“Judas” e “As Fábulas Negras” são os vencedores do “POE: Pequenos Orbes Espectrais”


(Mensagem de Joel Caetano – RZP Filmes)

No final de semana de 29 e 30 de julho aconteceu o  POE: Pequenos Orbes Espectrais, um festival de cinema independente em São José dos Campos/SP.
Organizado por Danilo Morales e com uma seleção que contemplou o cinema de gênero, principalmente de terror, a primeira edição foi um sucesso e ajudou a difundir ainda mais o cinema independente na região.
Os filmes selecionados estavam concorrendo a um lindo troféu pelo júri popular nas categorias melhor longa-metragem e melhor curta-metragem e no domingo saíram os vencedores:



RESULTADO DAS PREMIAÇÕES:

MELHOR FILME LONGA METRAGEM -VOTO POPULAR
FÁBULAS NEGRAS - DIREÇÃO RODRIGO ARAGÃO - JOEL CAETANO- PETTER BAIESTORF- JOSE MOJICA MARINS


MELHOR FILME CURTA METRAGEM - VOTO POPULAR
JUDAS - DIREÇÃO JOEL CAETANO

MENÇÃO HONROSA CURTA METRAGEM
CARNIÇAL - DIREÇÃO RUBENS MELLO

MENÇÃO HONROSA 
13 HISTORIAS ESTRANHAS - IDEALIZADO POR FELIPE M GUERRA E RICARDO GHIORZI. 13 HISTÓRIAS DIVERSAS DE DIRETORES DO SUL DO BRASIL.

Esperamos que o festival se estabeleça e continue nos próximos anos ajudando a divulgar nosso cinema fantástico! 





Memórias do Cinema: “Hellraiser: Renascido do Inferno” (Hellraiser, 1987)


Matéria do jornal “Folha de São Paulo” publicada no dia da estreia de “Hellraiser” nos cinemas brasileiros em 1990.


Memórias do Cinema: “Planeta Proibido” (Forbidden Planet, 1956)







Divulgação de fanzine: “Encosto”, de Márcio Sno


(Mensagem de Márcio Sno)
No próximo dia 7/8 vou lançar mais um zine: o Encosto.
Para essa publicação convidei alguns amigos com a missão de registrarem em forma de ilustração uma imagem do diabo. E isso resultou em mais de 40 artistas desenhando para esse zine.
Esse é o primeiro zine que eu me dediquei exclusivamente na edição e talvez seja o que eu tenha tido mais trabalho, uma vez que nunca tive uma quantidade tão grande de colaboradores.
Para não prejudicar as artes, optei em não fazer cópias frente e verso do papel que comporá o miolo, logo, será bem grosso e, por isso, a encadernação será feita com costura, estilo japonesa. Ou seja, terei muuuito trabalho!
O lançamento será durante a feira Zine Die (leia-se "zine di", do latim), em Osasco/SP.
Após o lançamento, divulgarei a forma de aquisição via correio.
Acima segue o flyer do lançamento.
Márcio Sno
facebook.com/marciosnoprod



Está disponível a edição 139 do fanzine “Quadrinhos Independentes”


Quadrinhos Independentes” – Foi lançada a edição 139 (Maio / Junho de 2016), editado por Edgard Guimarães, com 32 páginas, formato meio ofício e impressão digital.
Conteúdo: quadrinhos, artigos, anúncios, ilustrações, seção de cartas dos leitores e divulgação de fanzines.
Traz também o encarte “Artigos sobre Histórias em Quadrinhos” número 1 com “Os Cow-Boys de Antigamente”, de Carlos Gonçalves.

Contatos: A/C Edgard Guimarães – Rua Capitão Gomes 168 – Brasópolis/MG – CEP 37530-000 – e-mail: edgard@ita.br


Divulgação de livro: “Demónios Urbanos”, do autor português Emanuel R. Marques



(Mensagem de divulgação)
Finalmente colocamos cá fora o novo livro de Emanuel R. Marques, "Demónios Urbanos", quarto da nossa colecção Mephisteatros. Poderão lê-lo online pela Issuu ou fazer download do pdf em:
Capa de Irina Metamorfoses com fotografias de Rui Freitas, contracapa de Irina Metamorfoses, paginação, ilustração, prefácio e revisão de André Consciência.
«Quando primeiro me deparei com a escrita de Emanuel R. Marques, entre 2008 e 2009, pensei que seria talvez o único escritor português da minha geração a seguir assumidamente a linha narrativa de Edgar Allan Poe e que soubesse, afinal, escrever. Tomei de imediato interesse, sendo um registo de relevância para a Associação de Artes “Abismo Humano”. Desde então, o autor participou em várias edições da revista da associação e numa colectânea de contos intitulada “A Boca da Noite”, com o mesmo selo. A juntar à nossa colecção Mephisteatros, vimos “Os Candidatos e Outros Devaneios Cénicos”, deste Emanuel R. Marques, um conjunto de guiões para peças no qual se começava a instalar um absurdismo e um existencialismo da escola de Samuel Beckett. Semelhante mistura, entre a ficção gótica de Poe e o anel insandecido de Beckett, não poderia deixar de lembrar, de quando em quando, o horror cósmico de H. P. Lovecraft e é aqui que aportamos com “Demónios Urbanos”.»
- André Consciência
ISSUU:
http://issuu.com/abismo_humano/docs/dem__nios_urbanos/1


Divulgação de livro: “Shimandur – A Cidade Da Chuva”, de Caio Alexandre Bezarias


Título: Shimandur – a cidade da chuva.
Autor: Caio Alexandre Bezarias.
Arte da Capa: Sam Hart.
Editora: Devir Livraria.
Número de Páginas: 160.
Formato: 14 x 21 cm.
Acabamento: brochura, com orelhas.
Edição: 1ª Edição – 2015. ISBN: 9788575326251.
Preço sugerido: R$ 32,00  

Uma cidade amaldiçoada pela chuva. Em Shimandur a água, fonte da vida, desperta poderes mágicos escondidos no solo para trazer caos e morte. A cidade que um grupo de adolescentes quer libertar da maldição que esmaga a vida de todos.
Shimandur é a maior, mais rica e poderosa cidade do Valesh, o continente meridional do mundo fictício desta narrativa de fantasia urbana. Mas essa metrópole é conhecida e citada menos por seu poder e riqueza, do que ser terrível e fabulosa. Uma cidade repleta de magia e de magos, em um mundo em que a magia tornou-se escassa, temida e admirada.
A cidade amaldiçoada. O lugar em que água da chuva, ao tocar o solo carregado de manah — a misteriosa força primordial, “o sangue, a essência do universo” — convoca milenares torres gigantes das profundezas da terra para rasgar as ruas, destruir e esmagar, transforma cadáveres e ossadas de animais em monstros sanguinários. Uma cidade em que um festival de horrores e morte sempre retorna a cada tempestade ou chuvisco. Assim é há mais de cem anos.
Alex e seus amigos sobrevivem em Shimandur, não mais suportam suas vidas e sua cidade e querem que tudo seja diferente. Uma noite, em uma taverna decrépita encontram Charles, um estranho músico que diz saber como atingir a Torre Máxima, o centro da Floresta dos Pesadelos Encarnados, de onde, conta-se nas ruas, parte a maldição que castiga a Cidade da Chuva.
Uma história de fantasia sobre a busca por viver sem medo e o que acontece a um povo que trata a água e o mundo natural com desrespeito.

Sobre o autor:
Caio Alexandre Bezarias está envolvido com a literatura fantástica desde o fim da década de 80: suas primeiras incursões ocorreram em fanzines de cultura pop, para os quais escreveu artigos, mais tarde, publicou resenhas e matérias em sites e revistas profissionais; traduziu hqs para a editora Metal Pesado na segunda metade da década de 90; publicou contos de fantasia e ficção científica, entre outros, na revista eletrônica Juvenatrix e um número da edição nacional da série de space opera Perry Rhodan. Professor de língua portuguesa e Mestre em Letras pela USP, é autor de A Totalidade pelo Horror: O Mito na Obra de Howard Phillips Lovecraft(editora Annablume, 2010) primeiro estudo sobre o criador do ciclo de Cthulhu escrito e publicado em português, e mantém um blog de contos fantásticos situados em São Paulo (https://carpenoctemsp.wordpress.com), onde nasceu e vive.


Horror e Metal Extremo: “Black Winged Torment”, banda “Belphegor” (Áustria), álbum “Conjuring the Dead” (2014)



Resenha de literatura: “Cemitério Perdido dos Filmes B – Exploitation” (2013)


Livro sobre cinema “B” com dezenas de resenhas por vários autores, abordando os chamados filmes “exploitation”, ou “de exploração”, produzidos com orçamentos reduzidos, roteiros simples, mas que despertam interesse principalmente pelas cenas despreocupadas com censura ou imposição de regras. Seu objetivo justamente é atingir um mercado consumidor diferente dos produtos convencionais.
O livro é dividido em várias seções, abrangendo desde o cinema de horror “slasher”, “splatter” e de canibais, passando pelos filmes orientais de artes marciais, os italianos de suspense (“giallo”) e policial (“poliziesco”), o americano “blaxploitation”, e os filmes de exploração com nazistas (“nazisploitation”), mulheres em prisões (“WIP”) e freiras em conventos (“nunsploitation”). Sempre com sexo selvagem, assassinatos brutais e muita violência.
É uma excelente obra de referência e pesquisa do cinema obscuro, com resenhas fluentes e informativas. Ainda tem espaço significativo para análises de filmes “exploitation” produzidos na América Latina (México, Brasil e Argentina), além de países como Canadá (“canuxploitation”) e Austrália (“ozploitation”). Filmes onde o foco é chocar o público ávido por elementos não encontrados no cinema comercial tradicional, com histórias absurdas e sensacionalistas, repletas de sangue, tiroteios, lutas, assassinatos, psicopatas mascarados, canibais famintos, mafiosos enlouquecidos, nazistas sádicos e freiras promíscuas.
Altamente recomendado para os apreciadores de filmes obscuros. (RR)

Cemitério Perdido dos Filmes B - Exploitation” (2013)
Organizado por César Almeida, com resenhas de diversos autores
Editora Estronho
228 páginas

www.infernoticias.blogspot.com.br (escrito em 13/07/16 e postado em 16/07/16)

Resenha de literatura: “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (Julio Verne, 1873)


A história do livro é ambientada em 1872, onde vive em Londres um cavalheiro misterioso, rico e extremamente disciplinado, chamado Phileas Fogg. Típico inglês fleumático, ele faz uma audaciosa aposta com os colegas de um clube refinado afirmando que conseguiria dar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Mais motivado pela aventura do desafio do que o dinheiro da aposta, o Sr. Fogg contrata um ajudante para acompanhá-lo, o francês Jean Passepartout, jovem, forte e habilidoso em artes circenses. Em paralelo, ocorre um roubo milionário num banco londrino e o detetive Fix, a serviço da polícia local, reúne informações que revelam a possibilidade do Sr. Fogg ser um suspeito do crime, decidindo acompanhá-lo nas viagens ao redor do mundo, tentando uma oportunidade para prendê-lo.
Na incrível jornada, eles enfrentam perigos e aventuras diversas, passando por países como Egito, Índia, China (Hong Kong), Japão e Estados Unidos. No meio do caminho, eles resgatam uma bela e jovem mulher hindu de um ritual religioso de sacrifício humano. Seu nome é Aouda e acompanha o grupo na viagem. Eles utilizam meios de transporte variados como um elefante, trens, barcos, navios e um trenó, enfrentando diversos obstáculos como tempestades, trapalhadas imprevistas do criado Passepartout, perseguições de fanáticos religiosos e um ataque de índios selvagens.
A Volta ao Mundo em 80 Dias” tem uma leitura fluente e agradável, que prende a atenção para saber com ansiedade os acontecimentos, torcendo pelo sucesso da arriscada empreitada de uma jornada ao redor do planeta, com prazos apertados e formas criativas do Sr. Fogg em driblar as adversidades. Valorizando preciosas qualidades do ser humano como coragem, educação, honestidade, lealdade, amizade e principalmente disciplina e honra. Além de mostrar também o mundo na época, com países que eram controlados pela Inglaterra como a Índia e Hong Kong (que faz parte da China atualmente). O livro é um dos mais conhecidos de Julio Verne, e inspirou adaptações para o cinema como a divertida versão de 1956, com o aristocrático ator inglês David Niven (1910 / 1983) como Phileas Fogg e o comediante mexicano Cantinflas (1911 / 1993) como Passepartout.
O escritor francês Julio Verne (1828 / 1905) é um mestre em contar aventuras e tornou-se um precursor da ficção científica com obras divertidas como “Viagem ao Centro da Terra”, “20.000 Léguas Submarinas”, “Da Terra à Lua”, “A Ilha Misteriosa”, entre outras. (RR)

A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1873)
Autor: Julio Verne
Editora FTD (2007)
Tradução e adaptação de Walcyr Carrasco
213 páginas

www.infernoticias.blogspot.com.br (escrito em 11/07/16 e postado em 15/07/16)

“Archgoat” (Finlândia) em São Paulo (Inferno Club) no dia 20/08/16


“Unchain My Soul” – “Where Shadows Forever Reign” (2016) – “Dark Funeral” (Suécia)



Está disponível o número 67 do fanzine impresso de Horror e Ficção Científica “Astaroth”


“Astaroth” número 67 (Julho de 2016), 4 páginas, formato A4.
Textos de cinema fantástico: “The Evil Dead”.
Versão impressa distribuída gratuitamente em eventos. Ou solicite a versão em PDF por e-mail.
Contatos: renatorosatti@yahoo.com.br

Está disponível a edição virtual e gratuita do fanzine “Juvenatrix” número 178


Para solicitar sua cópia em formato PDF, envie um e-mail para: renatorosatti@yahoo.com.br
Conteúdo:
“Juvenatrix” número 178 (Junho de 2016), 13 páginas.
Capa: “Angelo Junior”.
Contra capa: “Legions of Destruction” (“Belphegor”).
Metal: “Exorcist” (EUA).
Divulgações e curiosidades.
Contos de Douglas da Silva Mesquita e RR.
Artigo (por RR): “Guerra dos Mundos”.


Está disponível o número 13 do fanzine impresso de Horror e Ficção Científica “Boca do Inferno”


“Boca do Inferno” número 13 (Julho de 2016), 2 páginas, formato A4.
Textos de cinema fantástico: “A Casa dos Horrores Mortais” (The Strange and Deadly Occurrence, EUA, 1974), “A Mosca da Cabeça Branca” (The Fly, EUA, 1958).
Versão impressa distribuída gratuitamente em eventos. Ou solicite a versão em PDF por e-mail.
Fanzine representante do site de Horror “Boca do Inferno” (www.bocadoinferno.com.br) e blog de divulgação “Infernotícias” (www.infernoticias.blogspot.com).
Contatos: marcelomilici@yahoo.com.br e renatorosatti@yahoo.com.br


Divulgação de blog: “Poeira de Museu”



Conto de horror: “Esmagamento Craniano” (1997)


Esmagamento Craniano                   por RR

                Após o primeiro golpe do pesado martelo sobre sua cabeça, ele pode ouvir o ruído característico do crânio se despedaçando, e partes do cérebro em meio ao sangue abundante tornaram-se visíveis. Deu um sorriso sarcástico e mais golpes se seguiram, jorrando o vital líquido vermelho para todos os lados. A cabeça do homem aos poucos tornou-se uma pasta gosmenta de ossos esmagados misturados com miolos. O corpo tremeu por alguns instantes, refletindo espasmos do sistema nervoso, mas depois cessou e permaneceu inerte. A cada golpe da imensa marreta, e foram muitos, ele aplicava mais força, movido por uma ira infernal e incontrolável.
                Estava satisfeito agora, pois sua vítima estava morta, aguardando apenas o apodrecimento lento da carcaça de carne, na qual os vermes iriam se alimentar em meio às vísceras e o sangue coagulado, e se divertir com a putrefação do cérebro esmagado.
                Agora já poderá voltar ao seu mundo sombrio, onde a solidão e a dor reinam absolutas na macabra escuridão do infinito.
                Retornará satisfeito para seu túmulo frio, pois sua vingança foi consumada... Ele matou seu assassino.

Obs.: Conto escrito em 1997 e publicado originalmente nos fanzines “Astaroth” 12, “Pesadelo” 3, “Boca Suja” 15 e “Skeletons of Society” 3. Foi adaptado para os quadrinhos como “Vingança do Além”, por Joás Dias de Lima e a HQ foi publicada nos fanzines “Juvenatrix” 14, “Fâ Sim HQ” 11 e “Pesadelo” 5.

“DEVIR BRASIL” LANÇA SHIROMA, MATADORA CIBORGUE, de ROBERTO DE SOUSA CAUSO


Título: Shiroma, Matadora Ciborgue. Autor: Roberto de Sousa Causo. Arte de Capa: Vagner Vargas. Editora: Devir Livraria. Número de páginas: 246. Formato: 14 x 21 cm, com orelhas; acabamento: laminação brilhante. ISBN: 978-85-7532-624-4. Preço sugerido: R$ 32,00.


A space opera — um tipo ficção científica muito em voga com todo o interesse por filmes como Star Wars, Star Trek e Guardiães da Galáxia, e programas de TV como Battlestar Galactica, Dark Matter e Killjoys — encontra na série de histórias “Shiroma, Matadora Ciborgue”, reunidas agora num livro com o mesmo título, um digno representante brasileiro. São onze narrativas de aventura espacial, com ideias científicas audaciosas e ambientadas em cenários exóticos, escritas pelo experiente escritor de ficção científica e fantasia Roberto de Sousa Causo.

Sequestrada ainda criança, Bella Nunes é o protótipo de um novo tipo de ciborgue com sistemas biocibernéticos supereficientes e indetectáveis. Sob o controle de um misterioso casal de criminosos, ela cresce para se tornar a temível matadora de aluguel e espiã Shiroma, protagonista de uma série de histórias primeiro publicadas no Projeto Portal, uma coleção de seis revistas de ficção científica, do consagrado escritor Nelson de Oliveira — autor de Subsolo Infinito e Poeira: Demônios e Maldições, e duas vezes ganhador do Prêmio Casa de las Americas. É Nelson que faz a introdução a Shiroma, Matadora Ciborgue.

As seis primeiras histórias de Shiroma — somadas a mais cinco narrativas inéditas — estão reunidas neste livro, de forma ampliada e compondo um arco narrativo completo, com a fase inicial das aventuras da personagem nas três Zonas de Expansão Humana pela Via Láctea.

Cumprindo sua primeira missão na Terra — no Bairro da Liberdade, em São Paulo —, Shiroma mais tarde elimina vilões em um dos planetas mais vigiados da galáxia, durante um exercício militar da mais temida tropa de elite humana, no covil de um grupo de revolucionárias armadas de artefatos nucleares, e em uma cidade-parque temático controlada pela implacável organização criminosa conhecida como “T’ien-Ti-Hwey da Era Galáctica”. Provada até o limite em situações de vida e morte, Shiroma tem como seu maior teste não ceder à loucura.

Do mesmo autor de Glória Sombria, romance indicado ao Prêmio Argos de Literatura Fantástica 2015 (promovido pelo Clube de Leitores de Ficção Científica) e primeiro volume da série As Lições do Matador, as dramáticas ações de Shiroma conduzem o leitor por uma galáxia repleta de intriga, violência e crime. O livro é parte do mesmo universo ficcional das Lições do Matador, protagonizado por Jonas Peregrino, personagem principal de Glória Sombria.

Elogios a Shiroma, Matadora Ciborgue

“Shiroma é uma pós-humana: uma garota geneticamente aperfeiçoada, com implantes biocibernéticos e inteligência incomum. É também uma das personagens femininas mais interessantes da contística atual, em tempos de igualdade de gênero e empoderamento da mulher. Ela protagoniza 11 contos de ação e reflexão, em que se entrelaçam perenes conflitos sociais e morais...”
Folha de S. Paulo

 “Shiroma é guerreira, mas às vezes aparece bastante fragilizada emocional e fisicamente, e esse é um ponto importante em toda a série. Isso humaniza a heroína ciborgue... Suas aventuras nas Zonas de Expansão Humana são uma lufada de ar fresco no ambiente modorrento da literatura contemporânea... Uma coletânea densa, que merece mais de uma leitura. Reunidos, os onze contos que a compõem se iluminam, oferecendo muitas camadas secretas.”
—Da introdução de Nelson de Oliveira, autor de Subsolo Infinito

“Conto a conto, a personalidade de Shiroma vai-se construindo aos olhos do leitor, ao mesmo tempo suscitando indagações a respeito de ética, identidade e humanidade frente a um mundo dominado pela tecnologia. Recomendo este livro aos amantes da boa ficção científica e que, sem abrir mão da ação e do entretenimento, também apreciem refletir sobre as questões universais de que sempre se ocupou a literatura.”
—Ana Lúcia Merege
autora de O Castelo das Águias e A Ilha dos Ossos

“Com este novo livro, Roberto de Sousa Causo amplia ainda mais um dos mais ricos e vibrantes universos da space opera contemporânea. Shiroma segue a mesma estirpe ética e arrojada de Jonas Peregrino, do romance Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador, e se estabelece como uma grande personagem da ficção científica brasileira.”
—Marcello Simão Branco
co-autor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica

Sobre o autor:

Um dos mais experientes escritores brasileiros de ficção científica, Roberto de Sousa Causo publicou pela primeira vez em 1989. Escreveu os romances Glória Sombria: A Primeira Missão do Matador e A Corrida do Rinoceronte, ambos pela Devir Brasil. Autor de mais de 80 histórias, apareceu em revistas e antologias de Cuba, China, Finlândia, França, Grécia, Rússia e outros quatro países. Seu primeiro livro de contos, A Dança das Sombras, foi lançado em Portugal em 1999. É o ganhador do Projeto Nascente 11, da Universidade de São Paulo e do Grupo Abril, com O Par: Uma Novela Amazônica, e do III Festival Universitário de Literatura, com a novela Terra Verde. Causo é Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo.

Veja mais sobre Shiroma, Matadora Ciborgue e Glória Sombria no site GalAxis: Conflito e Intriga no Século 25, criado pelo ilustrador e webdesigner Vagner Vargas: http://galaxis.aquart.com.br

Assessoria de Imprensa: imprensa@devir.com
R. Teodureto Souto, 624. São Paulo – SP. F.: 55 (11) 2127-8787

PERDIDOS NO ESPAÇO – Editora põe no ar a coleção TV Estronho


          A família Robinson e o piloto da espaçonave Júpiter 2, Don West, foram selecionados para iniciar “a colonização espacial pelo homem além das estrelas”. Criada por Irwin Allen, a série de TV terá sua história contada no primeiro livro brasileiro sobre o tema: “Perdidos no Espaço” (2016), lançamento da Editora Estronho, de São José dos Pinhais, Paraná. O livro editado por Marcelo Amado e escrito por Saulo Adami e Carlos Gomes, tem ilustração de capa de Eduardo Monteiro e será lançado dia 2 de julho, às 16 horas, no Festival Cultural Mondo Estronho, na Cinemateca de Curitiba. A obra abre a coleção “TV Estronho”, que tem como objetivo levar fãs ao encontro de astros e estrelas de séries de TV, inclusive produções brasileiras.
A série de TV “Perdidos no Espaço” foi ao ar de 15 de setembro de 1965 a 6 de março de 1968 e exibida no Brasil a partir de 1966. Inspirou a produção de desenhos animados, longa-metragem para cinema, histórias em quadrinhos e livros. A disputa judicial pela autoria da trama, depoimentos de fãs brasileiros apaixonados pelo tema e mantenedores de fãs clubes, destacam-se na narrativa do livro.
“Minha paixão por ‘Perdidos no Espaço’ começou no início dos anos 1970”, conta Carlos Gomes. “A série passava na TV no período da manhã. Foi amor à primeira vista”. A mesma paixão é compartilhada por vários colaboradores do livro, fãs que vivem no Ceará, em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Ouvindo as vozes de seus realizadores, os livros da coleção “TV Estronho” reúnem personagens que povoaram cenários da infância e juventude de várias gerações, em diversos gêneros. As obras serão assinadas por autores que também são colecionadores e fãs de cinema e televisão. Abordam temas inéditos no Brasil, a história oficial, os bastidores e segredos das produções que marcaram época e permanecem vivas na memória dos fãs e dos telespectadores assíduos ou eventuais.
Mas, quais serão os próximos episódios da “TV Estronho”?
Os mecânicos Shazan e Xerife procuram a peça que falta para concluir sua invenção: a bicicleta voadora! Criados por Walther Negrão, e vividos por Paulo José e Flávio Migliaccio na telenovela “O Primeiro Amor” (1972), os personagens foram eternizados nos mais de 60 episódios da série “Shazan-Xerife & Cia.” (1972-1974). Permanecem na memória nacional por suas aventuras bem-humoradas a bordo da Camicleta, misto de caminhão e bicicleta – uma oficina ambulante –, ambientação que remetia espectadores aos primórdios do cinema mudo e do circo mambembe.
Criado por Ed Spielman, o monge Kwai Chang Caine é filho de mãe chinesa e pai americano. Em sua viagem ao oeste dos Estados Unidos de 1870 em busca de suas raízes ocidentais, Caine encontra cartazes oferecendo recompensa por sua captura (vivo ou morto) pelo assassinato do sobrinho do imperador da China ao defender seu mentor Mestre Po, assassinado pela comitiva imperial. Na série “Kung Fu” (1972-1975), o papel pretendido por Bruce Lee é interpretado por David Carradine. O personagem que não usa revólver nem cavalo, evita lutar, tem fala mansa e é adepto da meditação, inspirou telefilmes, duas séries de televisão, histórias em quadrinhos e livros. “Shazan-Xerife & Cia.” e “Kung Fu” serão assinados por Saulo Adami.

Divulgação de fanzine: “Convento Negro Zine”


Patch gigante do “Metallica” do final dos anos 80, dos tempos em que a banda era Thrash Metal


Conto de horror: “Cidade Fantasma” (1995)


CIDADE FANTASMA                por RR

            Caminhando entre as ruínas de uma pequena cidade no início desse século, o jovem Anderson Souza, de 25 anos de idade, observava ao seu redor uma brutal devastação, muitos corpos estraçalhados ou carbonizados em meio à destroços e um odor fétido de morte emanando dos cadáveres podres que foram massacrados. Ele estava ali, dois dias após a carnificina, observando a destruição total de uma cidade que não mais existia. A pequena vila no Estado de Goiás, interior central do Brasil, estava agora inexplicavelmente morta. O jovem parecia hipnotizado ao visualizar os escombros a sua volta, pensando estar vivendo um terrível pesadelo, onde a morte reinava soberana e satisfeita com sua vitória. Mas tudo era real. E nem o forte cheiro desagradável de putrefação proveniente da decomposição da carne parecia afetá-lo.
          Aquela era a sua cidade, mas ele não sabia o que havia acontecido. Estava ausente há duas semanas, acampado nas montanhas muito longe dali, descansando e pescando solitariamente. Ao retornar, encontrou tudo aniquilado e esmagado de maneira impiedosa.
        “Seria uma guerra?”, pensou. “Provavelmente não, pois não existem armas tão poderosas capazes de tamanha destruição”, concluiu.
         Os destroços não pareciam terem sido causados pelas armas convencionais que Anderson conhecia.
            Retomou a caminhada, agindo instintivamente, pisoteando escombros e restos de cadáveres que um dia foram seus amigos. Em certo ponto, ouviu um gemido agonizante próximo e localizou um homem ainda consciente entre as ruínas. Correu em sua direção e o pegou nos braços. O pobre homem não tinha uma das pernas e o sangue lhe cobria todo o corpo. Estava morrendo há dois longos dias. Delirando, balbuciou algumas palavras utilizando suas últimas forças:
             - Cuidado! Eles podem voltar!
             Mais alguns instantes se passaram e o homem morreu.
           O rapaz prosseguiu a jornada pensando nas palavras finais de agonia de um homem à espera da morte. “O que será que ele queria dizer com Eles podem voltar!?”
            Após caminhar por cerca de meia hora na cidade fantasma, o jovem repentinamente avistou no céu um estranho objeto de formato discóide repleto de luzes sobrevoando à baixa altitude a pequena vila, algo nunca visto antes. Depois apareceram muitos outros iguais, rompendo o silêncio da morte com o ruído de motores em funcionamento. O rapaz fugiu em desespero, sem entender nada, correndo por sua vida, tomado de medo e pavor.
            Ao olhar novamente para o céu, seu espanto não tinha dimensões após avistar uma gigantesca espaçonave exatamente sobre sua cabeça. O imenso disco pairava acima da pequena cidade destruída, não muito longe do solo. Ele então viu que as primeiras naves entravam e saíam dessa outra enorme.
           Agora Anderson, mergulhado em agonia, pensou estar totalmente insano perante o que via a sua volta.
       Eram seres alienígenas que preparavam um novo ataque. Suas intenções não pacíficas consistiam numa invasão em massa do planeta, destruindo tudo que encontravam. Seus objetivos eram dizimar toda forma de vida inteligente e se apossar do planeta para torná-lo seu mundo.
           Sem tempo para reagir, o jovem foi atingido por uma arma desconhecida disparada por um dos objetos menores. O tiro certeiro explodiu sua cabeça, espalhando pedaços de seu cérebro num raio de alguns metros e derrubando seu corpo inerte ao chão, mergulhando numa imensa poça de sangue e miolos.
          Eles voltaram...

Obs.: Conto escrito em 1995 e publicado originalmente nos fanzines “Astaroth” 19 (1999) e "Arghhh" 5.