Lançado no mercado brasileiro de
DVD, é um filme interessante ambientado na Inglaterra medieval do século XIV,
durante a epidemia de peste bubônica que devastava parte significativa da
humanidade. Um grupo de guerreiros cristãos, liderado por Ulrich (Sean Bean, o
Boromir de “O Senhor dos Anéis”), tinha a missão religiosa de encontrar um
pequeno vilarejo, onde rumores indicavam que a “morte negra” ainda não havia
chegado e que os aldeões eram liderados por um necromante, que negava Deus e
tinha o suposto poder de reviver os mortos. Para guiá-los em seu destino, foi
recrutado um jovem monge, Osmund (Eddie Redmayne), que queria sair do mosteiro
para tentar encontrar a namorada que fugia para algum lugar mais seguro e
distante da doença que criava pilhas de cadáveres. O ser humano, em toda a sua
história, sempre procurou motivos para a guerra, que nesse caso foram questões
religiosas, com conflitos entre os cristãos fanáticos, confusos com a doença
que os dizimava cruelmente, e os pagãos, que negavam os símbolos do
cristianismo e tentavam viver livres de qualquer tipo de opressão. Todos
utilizando a violência selvagem para defender suas crenças. E, como sempre,
todos perdem, tendo apenas a morte como vitoriosa, soberana e imponente. (RR – 29/03/14)
Horror e Metal Extremo com “Hate” (Polônia): “Threnody”
Música: “Threnody”
Álbum: “Morphosis”
cling to truths unknown
they flow like sweet wine
you follow them down
one voice of two breaths
destroys his perfect design
reality transforms
it changes all what lies behind
I can see all this now
cause I'm finally awake
remain faithful to the core of the obsessed
mind!
come and watch the blackest sea
it runs deeper than you dare to dream it could
be
come and watch the blackest sea
it runs deeper than you dare to dream it could
be
we remain faithful to the core
free from our confines
awaken the light, chaos and fury
irresistible force
come salvation!
come and revive us in the graves
we pay with our blood, flesh and regret
aeons of suffering to find there's no life
we're all dead from the start
future's nothing, it's pure deception to taste
each second by your blind minds
save yourself from thyself
if you ever really fucking cared
to know why we came
come bloody judgement
in heaven as on earth
where pain bounds our souls
where darkness never fails
come across the Styx
and find my Emptiness
and secrects remain untold
we're spinning round and round
on our way to hell
would you die for my sins?
in the end to find
there's no life, we're all dead
from the start...
come and watch the blackest sea
it runs deeper than you dare to dream it could
be
aeons of suffering to find there's no life
we're all dead from the start
future's nothing - it's pure deception to taste
each second by your blind minds
save yourself from thyself
if you ever really fucking cared
to know why we came
come bloody judgement
in heaven as on earth...
where pain bounds our souls
where darkness never fails
come across the Styx
and find my Emptiness
and secrects remain untold
we're spinning round and round
on our way to hell
would you die for my sins?
in the end to find
there's no life, we're all dead
from the start...
“Deadgirl” (2008) – Filme de zumbi onde os monstros são os vivos
* Deadgirl (EUA, 2008)
Dois estudantes adolescentes fúteis, Rickie
(Shiloh Fernandez) e JT (Noah Segan), decidem não assistir a aula e saem da
escola à procura de diversão. O destino é um hospital psiquiátrico abandonado,
e lá eles encontram uma mulher misteriosa (Jenny Spain) amarrada numa cama e
isolada num quarto, descobrindo mais tarde que ela está morta e é um zumbi. A
partir daí, eles a transformam numa escrava sexual e não conseguem guardar
segredo, com a notícia chegando para outros colegas da escola. É mais um filme
situado dentro da temática largamente explorada sobre mortos-vivos, com uma
diferença interessante ao abordar em sua história uma alteração no foco
indicando que na verdade os monstros verdadeiros são os adolescentes acéfalos,
ao manterem aprisionada a garota morta e fazerem dela uma escrava sexual. Fora
isso, não tem muito a acrescentar para o gênero, com os conhecidos clichês e
furos de roteiro, como por exemplo a falta de uma investigação policial. (RR – 25/03/14)
“Cabana do Inferno 2” (2009) – Típica continuação descartável
* Cabana do Inferno 2 (Cabin Fever 2: Spring Fever, EUA, 2009)
Sequência de um filme divertido de 2002 dirigido por Eli Roth (de “O
Albergue”), sobre um vírus que se alimenta de carne e ataca um grupo de jovens
numa cabana na floresta. Dessa vez, na parte 2, produzida em 2009 e dirigida
por Ti West, o vírus entra em contato com a água engarrafada comercialmente
numa pequena cidade americana e que é consumida numa festa de formatura de
jovens acéfalos. A contaminação se espalha rapidamente e a escola é isolada
pelo exército para tentar conter a epidemia. Existem continuações que honram os
filmes originais, mas nesse caso aqui temos a típica sequência que não deveria
ter sido filmada, de tão ruim e descartável. Até tem sangue e carne podre em
doses elevadas, mas a história é totalmente desinteressante e banal, e os
personagens são tão patéticos que torcemos para que sejam eliminados
rapidamente. E curiosamente ainda foi lançada outra continuação em 2014, com o
título de “Cabin Fever: Patient Zero”. (RR
– 24/03/14)
Horror e Metal Extremo com “Marduk” (Suécia): “Dracul va domni din nou in Transilvania”
Música: “Dracul Va Domni Din Nou In Transilvania”
Álbum: “Heaven
Shall Burn… When We Are Gathered” (1996)
All demons ride high upon the bewitching
Nightsky
They are only disturbed by a new-born child's
painful cry
Son of the great dragon, come forth to rule
In all your glory, no man, no beast will be as
cruel
All the angels and the puny men of god looked
away
Frightened to death by the evil that was born
on that day
Dracul come forth, and see your son's soul is
powerful
Triumphantly holding his son, nothing could be
as delightful
In our order you are now, for the sake of your
greatness
You must murder the muslim turks in thousands,
no less
Let them feel our never-ending wrath and our
steel
We are men of god, so let them know it for real
It's our mission to seek our enemies, and kill
them one by one
They must be destroyed in time, be sure to teach
your new-born son
We must bath in the blood of the vermins,
called turks, to win
The muslims are to be executed, for they live
in great sin
Sultan Murad of the turks is getting more
powerful each day
Dracul will not be one of them that for his
mercy will pray
He must turn his back on his previous allies
And conspirate with the turks
Beware you all of the evil blood that in Dracul
lurks
The holy Roman emperor will get angered with
this
But Dracul must protect himself, it's a right
of his
So feel the greedy claws of death, you weak men
of god
Treacherous thoughts was the father of the
berserker prince Vlad
(In the year of 1438)
Seven years of age is he and already in bloody
war
His eyes do not turn away from all that death
and gore
Father Dracul and brother Mircea are riding by
his side
Proud he is of his warrior father, no matter he
lied
Together with the turks, they ravaged through
the land
Dragon and beast, devils and demons fighting
hand-in-hand
Transilvania - You great home of ours
You they will crush, there is no good to help
us
What feeds an evil mind?
What makes a man a man?
The deeds of death!
But greater stories are yet to be told...
Está disponível a edição virtual e gratuita do fanzine “Juvenatrix” número 157
Conteúdo:
“Juvenatrix”
número 157 (Março de 2014), 18 páginas.
Capa:
ilustração de Erik Muller Thurm.
Contra
capa: ilustração de Mário Labate.
Metal:
“Dark Funeral” (Suécia).
Divulgação
de fanzines.
Contos
de Norton A. Coll, Fernando Sorrentino (Argentina), Rita Maria Felix da Silva e
Ronald Rahal.
Artigo
sobre o ator “Boris Karloff (1887 / 1969).
Comentários
de 9 filmes:
“300: A Ascensão do Império”
(300: Rise of an Empire, EUA, 2014), “Alemão” (Brasil, 2014), “Eaters – Rise of
the Dead” (Itália, 2011), “O Grande Herói” (Lone Survivor, EUA, 2013),
“Hércules” (The Legend of Hercules, EUA, 2014), “Pompeia” (Pompeii, EUA /
Alemanha / Canadá, 2014), “Quarentena Divulgação de e-book gratuito: “Uma Vampira na Cidade”, de Adriano Siqueira e Stefany Albuquerque
E-book “Uma
Vampira na Cidade”, escrito por Adriano Siqueira e Stefany Albuquerque, e
revisado por Adriana Cabral.
A
história foi produzida em capítulos no ano de 2012 e agora está disponível em formato PDF.
Conta a
história de uma Vampira que usa sua sedução e poder para proteger e reorganizar
uma cidade que está cercada de muitas criaturas fantásticas. A obra tem muita
sensualidade, ação e aventura.
Link
para baixar: http://www.overmundo.com.br/banco/uma-vampira-na-cidade
Contatos
com o autor Adriano Siqueira:
http://www.universoinsonia.com.brDivulgação de evento: “A Ficção Científica no Brasil e no Mundo”, oficina coordenada por R. S. Causo
A Ficção Científica no Brasil e
no Mundo
Coordenador: Roberto de Sousa
Causo
Oficina que acontece às
quartas-feiras no SESC Vila Mariana em São Paulo , nos dias 26 de março, 2, 9 e 16 de
abril de 2014, no horário das 19h00 às 21h30.
Fornece um panorama da história,
do desenvolvimento e da herança da ficção científica como gênero literário,
demonstrando o quanto ela realiza uma representação dos problemas e dilemas do
presente da sua produção, constantemente retornando às suas raízes e tradições.
Informações e inscrições em:
http://www.sescsp.org.br/aulas/27097_LITERATURA+EM+PAUTA
“Alemão” (2014) – Menos tiroteios e mais tensão psicológica
Alemão (Brasil, 2014)
Thriller policial nacional dirigido por José Eduardo Belmonte, que entrou em cartaz nos cinemas em 13/03/14, inaugurando a mudança de estreias semanais que ocorriam tradicionalmente nas sextas-feira para as quintas-feiras. É uma história de ficção situada dentro de um evento ocorrido na vida real, a invasão do complexo de favelas no morro do Alemão, no Rio de Janeiro/RJ em Novembro de 2010, que era dominado por criminosos do tráfico de drogas, e passou para o controle da polícia. Pouco antes do início da invasão, um grupo de cinco policiais infiltrados na comunidade teve suas identidades descobertas pelos bandidos e ficou acuado no porão de uma pizzaria, local do ponto de encontro da missão. Sem poder sair e esperando por um inevitável confronto em desvantagem com os traficantes ávidos por vingança, eles lutam por suas vidas e tentam administrar problemas de relacionamento entre eles, com constantes acusações de traição e falta de confiança. O filme tem os previstos tiroteios e momentos tensos dentro de um ambiente hostil e tomado pela criminalidade, medo e violência, mas em pequena dose, pois seu foco está mais voltado para a exploração do drama enfrentado pelos policiais infiltrados, num clima de tensão psicológica constante e claustrofobia do confinamento num pequeno lugar. Tem seus furos de roteiro, mas em compensação apresenta um final pessimista, ousado e não comercial. No elenco, entre outros, temos desde o veterano Antônio Fagundes, no papel do Delegado Valadares, que aparece pouco, passando pelo jovem Caio Blat, como um dos policiais infiltrados na comunidade dos bandidos, e Cauã Reymond como “Playboy”, o chefe dos traficantes. (RR – 18/03/14)
Thriller policial nacional dirigido por José Eduardo Belmonte, que entrou em cartaz nos cinemas em 13/03/14, inaugurando a mudança de estreias semanais que ocorriam tradicionalmente nas sextas-feira para as quintas-feiras. É uma história de ficção situada dentro de um evento ocorrido na vida real, a invasão do complexo de favelas no morro do Alemão, no Rio de Janeiro/RJ em Novembro de 2010, que era dominado por criminosos do tráfico de drogas, e passou para o controle da polícia. Pouco antes do início da invasão, um grupo de cinco policiais infiltrados na comunidade teve suas identidades descobertas pelos bandidos e ficou acuado no porão de uma pizzaria, local do ponto de encontro da missão. Sem poder sair e esperando por um inevitável confronto em desvantagem com os traficantes ávidos por vingança, eles lutam por suas vidas e tentam administrar problemas de relacionamento entre eles, com constantes acusações de traição e falta de confiança. O filme tem os previstos tiroteios e momentos tensos dentro de um ambiente hostil e tomado pela criminalidade, medo e violência, mas em pequena dose, pois seu foco está mais voltado para a exploração do drama enfrentado pelos policiais infiltrados, num clima de tensão psicológica constante e claustrofobia do confinamento num pequeno lugar. Tem seus furos de roteiro, mas em compensação apresenta um final pessimista, ousado e não comercial. No elenco, entre outros, temos desde o veterano Antônio Fagundes, no papel do Delegado Valadares, que aparece pouco, passando pelo jovem Caio Blat, como um dos policiais infiltrados na comunidade dos bandidos, e Cauã Reymond como “Playboy”, o chefe dos traficantes. (RR – 18/03/14)
“300: A Ascensão do Império” (2014): Ação épica com elementos de fantasia e sangrentas batalhas nos mares
300: A Ascensão do Império (300: Rise of an Empire, EUA, 2014).
Continuação de “300” (2006), que entrou em
cartaz nos cinemas em 07/03/14 com a opcionalidade de exibição em 3D. Baseado
em uma graphic novel de Frank Miller, a história mostra eventos anteriores e
posteriores ao filme de 2006, onde 300 soldados de Sparta, sob o comando do Rei
Leonidas, foram massacrados num confronto com um exército maior de persas.
Agora, o foco está no general grego Themistocles (Sullivan Stapleton), que
lidera uma ofensiva contra as tropas persas do semideus Xerxes (Rodrigo
Santoro, em ótima performance), numa batalha naval sangrenta contra a marinha
comandada pela tirana Artemisia (Eva Green). Épico extremamente movimentado de
ação com elementos de fantasia, com cenas intensas de batalhas nos mares e uma
overdose de sangue em CGI manchando a água de vermelho e lâminas afiadas de
espadas rasgando a carne dos soldados gregos e persas. Bem divertido e
violento, com confrontos de guerra de tirar o fôlego, mesmo com a
artificialidade do excesso de computação gráfica. Por outro lado, não consegue
fugir dos clichês já bem cansativos com aqueles discursos inflamados dos
líderes para incentivar os soldados a lutar pela honra e liberdade, dando a
vida por seu país e todas aquelas baboseiras já conhecidas. E confesso que não
pude impedir uma vontade de torcer pela tirania dos persas. Mas, fico
satisfeito com a boa impressão e sucesso que o nosso representante Rodrigo
Santoro tem conquistado no mercado milionário do cinema americano. (RR – 15/03/14)
“Sem Escalas” (2014): Thriller eficiente com Liam Neeson, mas com um desfecho trivial
* Sem Escalas (Non-Stop, Inglaterra / França / EUA, 2014) – Thriller
dirigido pelo espanhol Jaume Collet-Serra (de “Casa de Cera” e “A Órfã”), que
entrou em cartaz em nossos cinemas no dia 28/02/14, com uma dupla de atores
renomados liderando o elenco, os experientes Liam Neeson e Julianne Moore. O
ex-policial e agora agente de segurança aéreo Bill Marks (Neeson) enfrenta
problemas pessoais com o álcool e ao trabalhar num vôo longo entre Londres e
Nova Iorque, não imaginaria que alguém queria envolvê-lo num plano criminoso e
audacioso, colocando em risco a vida dos passageiros e tripulantes. O filme tem
um eficiente e constante clima de suspense num avião que prende a atenção do
espectador, com reviravoltas, além da ótima atuação de Liam Neeson como o
protagonista, apoiado pela não menos talentosa Julianne Moore, que faz o papel
de Jen Summers, uma passageira que ajuda o agente em suas investigações durante
o vôo. Porém, a solução encontrada pelos roteiristas para desvendar o mistério
é bem simples e decepcionante, encontrando justificativas óbvias para as ações
criminiosas, baseadas na sempre presente tensão gerada após os supostos
atentados terroristas de 11/09/2001 nos Estados Unidos. Além do desfecho
previsível, onde já sabemos como irá terminar a história e o destino dos vilões
e heróis. Ou seja, diverte bastante enquanto se desenvolve a investigação, e
depois não foge dos clichês tradicionais para solucionar a trama. (RR – 05/03/14)
“RoboCop” (2014): Tiroteios e críticas sociais
* RoboCop (RoboCop, EUA, 2014) – Refilmagem de “Robocop, o Policial
do Futuro” (1987), do cineasta holandês Paul Verhoeven e com Peter Weller, que
deu origem a outras duas continuações em 1990 e 1993. Com estreia nos cinemas
em 21/02/14 e direção do brasileiro José Padilha (de “Tropa de Elite” 1 e 2), o
novo “RoboCop” traz o ator Joel Kinnaman no papel do policial Alex Murphy,
casado com a bela Clara (Abbie Cornish) e pai do garoto David (John Paul
Ruttan). Com história ambientada em 2028, ele e seu parceiro Jack Lewis
(Michael K. Williams) estão investigando as ações de um criminoso poderoso, e
como retaliação o policial Murphy sofre um atentado com a explosão de seu
carro, que o deixa quase morto. Para salvar a sua vida, ele é escolhido para se
transformar num misto de homem e robô, e tornar-se um “policial do futuro”,
extremamente eficiente no combate ao crime, sob a supervisão científica do Dr.
Dennett Norton (Gary Oldman), cujo trabalho é financiado pelo empresário
Raymond Sellars (Michael Keaton), proprietário da mega corporação “OmniCorp”,
líder em robótica. Sem
fazer comparações com o original, o novo “RoboCop” é até bem divertido,
carregado de cenas tensas de ação e tiroteios (apesar do uso exagerado e
artificial da computação gráfica). E o filme tem também uma significativa dose
de pertinentes críticas sociais, abordando diversos temas presentes em nossos conturbados
tempos modernos. O trabalho escravo na China, a manipulação da mídia
sensacionalista com programas tendenciosos (e aqui o grande ator Samuel L.
Jackson interpreta um popular apresentador de TV), além da corrupção policial,
o marketing político das grandes empresas, o uso irresponsável da ciência (com
o “cientista louco” perdido com as consequências de sua criação), e o conhecido
imperialismo americano ao redor do mundo, com a sempre constante intervenção
militar em países envolvidos em conflitos. (RR
– 03/03/14)
Está disponível digitalizado em PDF o número 41 (Julho de 1996) do lendário fanzine de Ficção Científica & Horror “Megalon”
O
fanzine “Megalon” foi editado por Marcello Simão Branco entre 1988 e 2004, num
total de 71 edições.
Continuando
o esforço do Marcello em resgatar em arquivos PDF as lendárias edições do “Megalon”,
informo aos interessados em adquirir mais esta relíquia, que baixe através dos
links:
“Hércules” e “Pompeia”: o primeiro é dispensável e o segundo até diverte
* Hércules (Hercules, EUA, 2014) – Lançado nos cinemas em 07/02, com
a opção de exibição em 3D, “Hércules” faz parte da onda de filmes épicos com
elementos de fantasia que estão sendo lançados nas telonas em 2014, junto com
“Pompeia”, “Noé” e “300: A Ascenção do Império”, além de outro filme sobre o
mesmo herói mitológico grego “Hércules”, só que com o ator Dwayne Johnson. Na
história, Hércules (Kellan Lutz) é um semideus, filho de Zeus, que é traído por
seu padastro, o tirano Rei Anphitryon (Scott Adkins) e pelo irmão mais velho
Iphicles (Liam Garrigan), e enviado para uma batalha onde morreria numa
emboscada, por causa de seu amor proibido pela princesa Hebe (Gaia Weiss). Mas
ele sobrevive e retorna para liderar uma revolta contra a tirania do rei,
utilizando uma força descomunal recebida por seu pai Zeus. Bobagem colossal
onde o pano de fundo é uma trivial história de amor entre Hércules e Hebe,
ficando todo o resto em um plano secundário. Tem algumas cenas de lutas
individuais e confrontos de batalhas, mas sem sangue e violência, e talvez as
únicas poucas coisas que se salvam são imagens em CGI das imponentes cidades
daquela época vistas pelo alto e da imensa arena de lutas. Fora isso, é
totalmente dispensável. (RR – 23/02/14)
* Pompeia (Pompeii, EUA / Alemanha / Canadá, 2014) – Dirigido pelo
inglês Paul W. S. Anderson, o mesmo cineasta de duas divertidas produções de
Ficção Científica da década de 90 do século passado, “O Enigma do Horizonte”
(97) e “O Soldado do Futuro” (98), “Pompeia” estreou nas telonas em 21/02/14,
com a opção de exibição em 3D. Na história, ambientada no ano 79 D.C., um
escravo celta, Milo (Kit Harington), é obrigado a tornar-se um gladiador, e é
enviado até a cidade italiana de Pompeia para participar de um torneio com
lutas mortais. Lá, ele se apaixona pela bela filha de um rico mercador local,
Cassia (Emily Browning), e faz amizade com um gladiador negro, Atticus (Adewale
Akinnuoye-Agbaje), conhecido por suas vitórias na arena. Porém, os problemas do
jovem lutador aumentam com a chegada de um corrupto e tirano senador romano,
Corvus (Kiefer Sutherland), que está interessado em casar-se com Cassia, em
meio à revolta da natureza com a erupção de um imponente vulcão ao lado da
cidade, destruindo tudo ao redor. O roteiro é baseado em clichês exaustivos dos
filmes sobre catástrofes naturais, priorizando aqui um romance extremamente
improvável entre um escravo gladiador e uma moça rica. Em meio à luta por
liberdade contra a tirania de Roma, responsável pelo assassinato da família de
Milo, e a tentativa de fuga da morte certa pela explosão de fúria do vulcão
Vesuvio, que aniquilou Pompeia transformando seus habitantes em pedra. Existem boas
cenas de lutas sangrentas, evidenciando a selvageria da humanidade em
patrocinar esportes com a morte violenta dos derrotados, e principalmente não
faltam momentos tensos com a destruição de Pompeia pela ação de terremotos,
chuva de imensas pedras incendiárias e um tsunami avassalador, garantindo a
diversão. (RR – 24/02/14)
Está disponível o fanzine “Quadrinhos Independentes” número 125
“Quadrinhos Independentes” – Foi lançada a edição 125 (Janeiro / Fevereiro de 2014),
editado por Edgard Guimarães, com 24 páginas, formato meio ofício e impressão
digital.
Acompanha
“Quadrinhos Brasileiros de Ficção Científica e Fantasia”, 40 páginas, que faz
parte da coleção “Pequena Biblioteca de Histórias em Quadrinhos” número 1, de
Edgard Guimarães.
Conteúdo:
quadrinhos, artigos, anúncios, ilustrações, seção de cartas dos leitores e
divulgação de fanzines.
Contatos:
A/C Edgard Guimarães – Rua Capitão Gomes 168 – Brasópolis/MG – CEP 37530-000
e-mail: edgard@ita.br
Está disponível o número 5 (Fevereiro de 2014) do fanzine de Horror “Boca do Inferno”
“Boca
do Inferno” número 5 (Fevereiro de 2014), 2 páginas, formato A4.
Textos
de cinema fantástico:
“Triângulo Mortal” (The House Where
Evil Dwells, 1982), de Kevin Connor.
“O Mundo Perdido” (The Lost World,
1960), de Irwin Allen.
“As Torturas do Dr. Diabolo” (Torture Garden
1967), de Freddie Francis.
Distribuído
gratuitamente em eventos.
Fanzine
representante do site de Horror “Boca do Inferno.Com” e blog de divulgação
“Infernotícias” (www.infernoticias.blogspot.com).
Contatos:
marcelomilici@yahoo.com.br
e renatorosatti@yahoo.com.br“Eaters – Rise of the Dead” (2011): Filme italiano de zumbis que desperta saudades de Lucio Fulci
* Eaters – Rise of the Dead (2011) – Filme italiano de zumbis, que só
serve para aumentar as estatísticas de produções sobre o gênero, não
acrescentando nada para esse já saturado estilo do cinema de horror, e servindo
apenas para despertar saudades dos tempos dos zumbis do cultuado cineasta Lucio
Fulci. Um vírus instaurou o apocalipse na Terra, devastando a humanidade com
uma contaminação que transformou as pessoas em zumbis, e eliminou quase todas
as mulheres. No meio do caos, temos uma dupla de caçadores de mortos-vivos para
oferecer cobaias às experiências de um cientista louco que estuda o vírus, além
de outras bobagens como um grupo de neo-nazistas e o aparecimento misterioso de
uma adolescente. Curiosamente, os produtores optaram por colocar o nome do
cineasta alemão Uwe Boll (de tranqueiras dispensáveis como “House of the Dead”,
“Alone in the Dark” e “Seed”), como uma “personalidade” que apresenta o filme,
como se isso pudesse ajudar no marketing, e onde na verdade só passa mais
desconfiança para quem vai assistir, esperando uma porcaria colossal. E é
exatamente isso que vemos, é apenas mais um filme de zumbis com a mesma
história de sempre e cheio de absurdos que não vale a pena permanecer em nossa
memória por mais de alguns poucos minutos. Eu mesmo já me esqueci da história
depois de escrever esse pequeno texto. (RR
– 16/02/14)
Está disponível digitalizado em PDF o número 40 (Abril de 1996) do lendário fanzine de Ficção Científica & Horror “Megalon”
O
fanzine “Megalon” foi editado por Marcello Simão Branco entre 1988 e 2004, num
total de 71 edições.
Continuando
o esforço do Marcello em resgatar em arquivos PDF as lendárias edições do “Megalon”,
informo aos interessados em adquirir mais esta relíquia, que baixe através dos
links:
“Doce Vingança 2” (2013): História similar ao primeiro filme, com mais violência ainda
* Doce Vingança 2 (I Spit On Your Grave 2, EUA, 2013) – Com direção
novamente de Steven R. Monroe, do filme homônimo de 2010 (que por sua vez é uma
refilmagem de “A Vingança de Jennifer”, de 1978), esta parte 2 não é uma
continuação, e sim apenas a variação da mesma história com outra ambientação.
Uma jovem e bela garota americana, Katie (Jemma Dallender), decide fazer uma
sessão de fotos para tentar a difícil carreira de modelo, porém um dos homens
do estúdio fotográfico invade seu apartamento e a estupra. Os irmãos do
criminoso são chamados para ajudá-lo e levam a garota para a Bulgária. Lá, ela
é novamente violentada de forma brutal, além de sofrer torturas terríveis e
enterrada viva. Mas, ela sobrevive e coloca em prática um sangrento plano de
vingança. Sem novidades em relação ao primeiro filme, é apenas mais uma jogada
oportunista do diretor para tentar arrecadar algum lucro com o tema batido de
violência e vingança. Dessa vez a ambientação saiu de uma floresta e pequena
cidade americana, indo para um cenário urbano do leste europeu. Continuamos com
várias situações mal explicadas para facilitar o trabalho do roteirista, como a
viagem para a Bulgária, a fuga da garota enterrada para morrer, e a sucessão de
situações inverossímeis no plano de vingança centrado na dor e tortura das
vítimas. A violência, sem não for igual ao filme antecessor, é até maior e mais
gráfica. (RR – 09/02/14)
“Quarentena 2” (2011): Mais um clichê com infectados atacando um grupo isolado de pessoas
* Quarentena 2 (Quarantine 2: Terminal, EUA, 2011) – Sequência de um
filme de 2008, que por sua vez é uma refilmagem americana do cultuado espanhol
“Rec” (2007), que inspirou uma franquia com outras três continuações. Na
história dessa parte 2, logo depois que um prédio de apartamentos é isolado
pela polícia em Los Angeles ,
e colocado em quarentena para tentar impedir que uma misteriosa contaminação se
espalhasse de forma desenfreada, um avião parte da mesma cidade. Um dos
passageiros, o Prof. Henry (Josh Cooke), está levando ratos de laboratório
infectados com um poderoso vírus criado como arma terrorista. Após o início do
contágio e a inevitável confusão a bordo, o piloto da aeronave é obrigado a
fazer um pouso de emergência e estaciona num terminal de cargas abandonado.
Tanto a tripulação quanto os passageiros são aos poucos infectados tornando-se
extremamente raivosos e violentos, obrigando as autoridades a isolar o terminal
e instaurar nova quarentena. É mais um filme explorando a manjada fórmula de
contaminação que transforma suas vítimas em algo como zumbis raivosos, que
espalham a doença através de mordidas. Tem todos os clichês do gênero, ao
apresentar novamente um grupo de pessoas, liderado pela aeromoça Jenny
(Mercedes Masöhn), lutando por suas vidas, sitiado num local fechado e atacado
pelos infectados. Mas, acertou no rumo da história ao revelar a origem da
criação do vírus com experiências em bioterrorismo, na ideia de uma “limpeza”
no planeta, em vez da menos interessante opção da franquia espanhola em
associar a contaminação com questões religiosas e possessão demoníaca. (RR – 10/02/14)
Está disponível a edição virtual e gratuita do fanzine “Juvenatrix” número 156
Para
solicitar sua cópia em
formato PDF , envie um e-mail para: renatorosatti@yahoo.com.br
ou renatorosatti@terra.com.br
Conteúdo:
“Juvenatrix”
número 156 (Fevereiro de 2014), 13 páginas.
Capa:
ilustração de Rafael Tavares.
Contra
capa: ilustração de Mário Labate.
Metal:
“Belphegor” (Áustria).
Divulgação
de fanzines.
Conto
de Rita Maria Felix da Silva.
Artigo
sobre “Trash, Náusea Total” (1987), de Peter Jackson
Comentários
de 12 filmes:
Atividade Paranormal: Marcados
Pelo Mal (2014), Caminhando Com Dinossauros 3D (2013), Crepúsculo (2008), Doce
Vingança (2010), Doce Vingança 2 (2013), Enter the Void (2009), Frankenstein –
Entre Anjos e Demônios (2014), O Herdeiro do Diabo (2014), A Maldição de Chucky
(2013), A Menina Que Roubava Livros (2013), Presos no Gelo 3 – O Início (2010),
A Vila do Medo (2011).“Enter the Void” (2009): Uma viagem astral rumo ao tédio
* Enter the Void (França / Alemanha / Itália / Canadá, 2009) – Filme
europeu dirigido e escrito pelo argentino radicado na França Gaspar Noé, o
mesmo do perturbador e cultuado “Irreversível” (2002). Um jovem americano,
Oscar (Nathaniel Brown), vive na capital japonesa Tóquio, e é viciado e
traficante de drogas. Depois de conseguir dinheiro, ele traz sua irmã Linda
(Paz de la Huerta )
para morar perto dele, e ela arranja um emprego de dançarina stripper numa
boate noturna. Ambos têm uma forte ligação familiar depois que seus pais
morreram num acidente de carro quando ainda crianças. Após Oscar ser morto pela
polícia numa emboscada armada por seu amigo Victor (Oly Alexander), sua alma
passa a vagar pelo espaço observando as pessoas, o mundo, as repercussões de
sua morte trágica, buscando reencarnar para voltar ao plano dos vivos.
Diferente e cansativo são as palavras que definem rapidamente esse filme, desde
os créditos iniciais incomuns até a narrativa arrastada em longas duas horas e
quarenta minutos de uma grande viagem lisérgica do protagonista, principalmente
após sua morte, vagando num plano espiritual e observando o mundo de outra
perspectiva. É um drama com elementos de fantasia que apresenta alguns bons
momentos surreais, mas que se perde em sequências intermináveis e entediantes,
nos instigando a avançar rapidamente as imagens na reprodução do DVD. O
resultado final seria bem melhor se a duração fosse encurtada para cerca de uma
hora e meia de projeção. (RR – 11/01/14)
“A Vila do Medo” (2011): Filme apenas mediano do criador de “Olhos Famintos”
* Vila do Medo, A (Rosewood Lane, EUA, 2011) – Thriller escrito e
dirigido por Victor Salva, mais conhecido pela franquia “Olhos Famintos”
(Jeepers Creepers). Uma psiquiatra, Sonny Blake (Rose McGowan, de “Planeta
Terror”), participa de um bem sucedido programa de rádio noturno, onde dá
conselhos aos ouvintes. Ela decide retornar para a casa do pai alcoólatra numa
pequena cidade americana, após a morte trágica dele num suposto acidente
caseiro, e é obrigada a enfrentar um mistério envolvendo um garoto entregador
de jornais, Derek Barber (Daniel Ross Owens). O adolescente invade sua casa,
persegue-a pelas ruas, participa de seu programa de rádio através do telefone
com brincadeiras psicológicas, e a atormenta de todas as formas possíveis. Após
algumas mortes misteriosas, a psiquiatra precisa lidar com a ameaça constante
do garoto e a desconfiança inicial da polícia, com a liderança das
investigações aos cuidados do Detetive Briggs (Ray Wise, de “Rota da Morte”).
Pelas credenciais de Victor Salva, o criador do divertido “Olhos Famintos”, que
inclusive serve de chamada de marketing no poster de “A Vila do Medo”,
esperava-se bem mais desse típico thriller comum e trivial, num estilo
“Supercine”, dos sábados noturnos da TV Globo. Ou seja, trata-se apenas de mais
uma história cheia de clichês, com pequenas doses de suspense e que se esquece
rapidamente. (RR – 07/01/14)
Está disponível digitalizado em PDF o número 39 (Fevereiro de 1996) do lendário fanzine de Ficção Científica & Horror “Megalon”
O
fanzine “Megalon” foi editado por Marcello Simão Branco entre 1988 e 2004, num
total de 71 edições.
Continuando
o esforço do Marcello em resgatar em arquivos PDF as lendárias edições do “Megalon”,
informo aos interessados em adquirir mais esta relíquia, que baixe através dos
links:
“Doce Vingança” (2010): Estupro e tortura transformados em vingança, sangue e dor
* Doce Vingança (I Spit On Your Grave, EUA, 2010) – Refilmagem de um
original de 1978 com o nome aqui no Brasil de “A Vingança de Jennifer”, escrito
e dirigido por Meir Zarchi, e conhecido pelos títulos “Day of the Woman” ou “I
Spit On Your Grave”. A nova versão tem direção de Steven R. Monroe, que
enfatizou sua intenção em homenagear o filme antecessor da década de 1970 do
século passado. E já temos até uma parte 2 lançada em 2013 pelo mesmo cineasta.
Uma jovem e bela escritora, Jennifer Hills (Sarah Butler), decide ir para um
chalé afastado e cercado por uma floresta, para ficar isolada e poder trabalhar
em seu novo livro. Porém, ao chegar à cidade próxima ao local de seu refúgio na
natureza, ela chama a atenção por sua beleza e características de uma garota da
cidade grande. Ela então é visitada de forma inesperada por quatro homens, que
se juntam ao desonesto xerife local, que se diz religioso e temente a Deus, mas
na verdade tem um caráter desprezível. A jovem escritora torna-se vítima de
crueldades indescritíveis, sendo estuprada violentamente na floresta. Porém, “a
vingança é um prato que se come frio”, e ela consegue sobreviver para dar o
troco em seus algozes através de atrocidades ainda piores. Filme sangrento
repleto de momentos de grande tensão, principalmente a tortura física e
psicológica sofrida pela protagonista, fazendo-nos torcer por sua recuperação e
sucesso no plano de vingança. O ser humano consegue ser tão desprezível com
atitudes de crueldade, que muitas vezes é mais insignificante e rasteiro que os
insetos que esmagamos sem perceber ao caminhar. E não é nenhum spoiler revelar
que, para nossa total satisfação como apreciadores do cinema de horror, os
estupradores são punidos de formas terrivelmente dolorosas, apesar de sabermos
que as ações meticulosas e precisas da mulher vingadora são bem improváveis
quando tentamos aproximar a história de algo mais real. (RR – 03/02/14)
“Presos no Gelo 3 – O Início” (2010): Slasher norueguês com todos os clichês do estilo
* Presos no Gelo 3 – O Início (Cold Prey 3 - The Beginning / Fritt Vilt III, Noruega, 2010) – Slasher norueguês que fecha a
trilogia iniciada em 2006 e pela continuação em 2008. Seguindo uma tendência
muita utilizada nas franquias atuais, o terceiro filme da saga é uma
pré-sequência, ou seja, apresenta eventos anteriores ao filme original.
Ambientado em 1988, a
história mostra um grupo de seis jovens, formado por dois casais de namorados e
outros dois garotos, que decide passar uma noite nas montanhas norueguesas,
pegando carona com um policial até um determinado ponto, de onde seguiriam a
pé. O objetivo é localizar um hotel abandonado em 1976, depois que o filho do
proprietário, um garoto de onze anos maltratado pela família, desaparece nas
montanhas geladas e é dado como morto congelado, com o corpo nunca encontrado.
Porém, os jovens mochileiros jamais imaginariam que seriam caçados
violentamente pelas florestas por um psicopata. Típico slasher com roteiro
repleto de clichês, explorando a ideia básica de um grupo de jovens lutando por
suas vidas contra um maníaco predador que vive nas montanhas. A novidade está
no fato da produção não ser americana, como na maioria das vezes, com o filme
vindo da gelada Noruega, sendo parte de uma franquia com três episódios, todos
parecidos entre si, mas que podem até divertir um pouco dentro da proposta
despretensiosa de “jovens perseguidos por um assassino”. (RR – 02/02/14)
“Frankenstein – Entre Anjos e Demônios” (2014): Menos horror para ação e CGI exagerados
* Frankenstein – Entre Anjos e Demônios (I, Frankenstein, EUA / Austrália,
2014) – Com a opção de exibição em 3D, estreou em nossos cinemas em 24/01/14,
mais um filme explorando o universo ficcional e os personagens criados pela
escritora Mary Shelley em 1818 com sua cultuada obra “Frankenstein, or a Modern
Prometheus”. A direção e roteiro são de Stuart Beattie, e a história teve
inspiração também numa graphic novel de Kevin Grevioux. No século XIX, o
monstro formado por restos de cadáveres e criado pelo cientista Victor
Frankenstein, depois de ter sido renegado pelo criador, assassinou sua esposa
por vingança. Ele foi então perseguido pelo cientista até o polo norte e nessa
batalha entre os dois, o homem das ciências morreu congelado. A criatura sem
alma decidiu trazê-lo de volta e enterrá-lo no cemitério de sua família, e
nesse momento foi atacado por demônios e resgatado por gárgulas, recebendo
agora o nome Adam (Aaron Eckhart). A criatura descobre que está no meio de uma
batalha ancestral entre anjos, liderados pela Rainha Leonore (Miranda Otto), e
demônios, sob o comando do Príncipe Naberius (Bill Nighy), travada nas sombras
da humanidade. Duzentos anos depois, numa sociedade moderna, a criatura que
ganhou a vida de forma artificial interessa aos planos dos demônios em erguer
um exército de cadáveres sem almas possuídos por eles, contando com a ajuda da
jovem e bela cientista Terra (Yvonne Strahovski). O filme possui muitas
similaridades com a franquia “Anjos da Noite” (Underworld), que teve quatro
filmes, sobre a guerra entre vampiros e lobisomens, com a humanidade situada
entre os inimigos. Curiosamente, o veterano ator Bill Nighy participou dos três
primeiros filmes da série como um poderoso vampiro. “Frankenstein – Entre Anjos
e Demônios” é indicado apenas para quem aprecia histórias exageradas na
fantasia, com excesso de lutas, correrias e barulheira desenfreada, além de uma
overdose de computação gráfica que torna tudo cansativo e entediante, deixando
o verdadeiro horror de lado em detrimento de um filme de ação. Não tem sangue
nem aquela típica atmosfera sombria dos filmes situados no universo ficcional
de “Frankenstein”. E claro, para encher os bolsos dos produtores gananciosos,
temos um enorme gancho no desfecho para futuras continuações. (RR – 01/02/14)
“O Herdeiro do Diabo” (2014): Satanismo, found footage e clichês
* Herdeiro do Diabo, O (Devil´s Due, EUA, 2014) – Chegou aos cinemas brasileiros em
24/01/14 mais um filme sobre o sub-gênero do Horror com roteiro explorando
satanismo, e com filmagens parciais no estilo “found footage”. Trata-se de “O
Herdeiro do Diabo”, que mostra um jovem casal americano em lua de mel, formado
por Zach McCall (Zach Gilford) e Samantha (Allison Miller), que depois de
participar de uma festa na República Domenicana, retorna para casa e é
surpreendido pela notícia que a moça está grávida. Porém, com o passar dos
meses de gestação, ela demonstra progressivamente sinais anormais de
descontrole com comportamento estranho e agressivo. Resumindo em poucas palavras,
o filme é apenas mediano, apresentando um conteúdo que pode ser classificado
como “mais do mesmo”, ou seja, novamente o estilo “found footage” com imagens
tremidas numa história sobre a vinda do anticristo para nosso mundo.
Curiosamente, teve um grande trabalho de marketing para o lançamento, incluindo
até um bebê demoníaco andando num carrinho pelas ruas dos Estados Unidos
assustando as pessoas. “O Herdeiro do Diabo” é o tipo de filme que até tenta
aproximar sua história de uma possível realidade em nosso cotidiano, mas não
conseguiu evitar certo exagero na fantasia no desfecho, bem previsível por
sinal, já tornando-se um tipo de clichê, com o “mal espalhando-se pelo
planeta”. (RR – 25/01/14)
“A Maldição de Chucky” (2013): A retomada do horror sério na cultuada franquia do brinquedo assassino
* Maldição de Chucky, A (Curse of Chucky, EUA, 2013) – Sexto filme da cultuada franquia do
boneco assassino Chucky, criado em 1988 pelo roteirista Don Mancini no filme
“Brinquedo Assassino” (Child´s Play), dirigido por Tom Holland. Depois vieram
sequências em 1990 e 1991, além de “A Noiva de Chucky” em 1998 e “O Filho de
Chucky” em 2004. Com direção do criador dos personagens originais Don Mancini,
a história mostra uma garota nascida paraplégica, Nica (Fiona Dourif, filha de
Brad Dourif, a voz de Chucky em todos os filmes), que precisa enfrentar a perda
numa morte violenta e misteriosa da mãe Sarah (Chantal Quesnelle). Ela recebe
pelo correio um pacote com o boneco Chucky, sem informações do remetente, e
decide ficar com o brinquedo para presentear a sobrinha pequena Alice (Summer
Howell), que vem para sua enorme casa junto com familiares, os pais em crise de
casamento Barb (Danielle Bisutti) e Ian (Brennan Elliot), além da babá Jill
(Maitland McConnell). Só que Chucky não veio para confortar a família, mas sim
para colocar em prática um sangrento plano de vingança aguardado por muitos
anos. O primeiro filme da série é realmente bem interessante, apresentando o
boneco Chucky, que hospeda a alma de um criminoso morto em fuga da polícia, e
que conseguiu a façanha num ritual de magia negra. E o estilo de horror sério
se manteve nos dois filmes seguintes, apesar de repetitivos e repletos de
clichês, perndendo depois para a comédia nos últimos episódios. Felizmente, em
“A Maldição de Chucky”, houve a decisão acertada de retomar a atmosfera
sinistra com um horror mais sério, explorando o ambiente claustrofóbico de uma
casa enorme e a deficiência da protagonista numa cadeira de rodas, para tentar
lutar por sua vida contra a vingança do boneco assassino. Tem poucas mortes,
mas todas violentas e bem produzidas, e uma importante conexão com a origem de
tudo, lá no final dos anos 80 do século passado. Além também de várias
homenagens bem vindas, como a presença rápida de Jennifer Tilly no desfecho e
uma interessante cena após os créditos finais com o ator Alex Vincent (que fez
o garoto Andy Barclay nos primeiros filmes). É difícil manter a qualidade numa
série com tantos filmes, mesmo com Chucky sendo uma grande atração e tendo uma
legião fiel de fãs, e de forma surpreendente, principalmente depois do pastelão
dos últimos dois filmes, esse sexto exemplar da franquia superou as
espectativas, agregando um valor inquestionável para o universo ficcional do
“brinquedo assassino”. (RR – 27/01/14)
Está disponível digitalizado em PDF o número 38 (Dezembro de 1995) do lendário fanzine de Ficção Científica & Horror “Megalon”
O
fanzine “Megalon” foi editado por Marcello Simão Branco entre 1988 e 2004, num
total de 71 edições.
Continuando
o esforço do Marcello em resgatar em arquivos PDF as lendárias edições do “Megalon”,
informo aos interessados em adquirir mais esta relíquia, que baixe através dos
links:
Está disponível a edição virtual e gratuita do fanzine “Juvenatrix” número 155
Para
solicitar sua cópia em formato
PDF , envie um e-mail para: renatorosatti@yahoo.com.br
ou renatorosatti@terra.com.br
Conteúdo:
“Juvenatrix”
número 155 (Janeiro de 2014), 22 páginas.
Capa:
ilustração de Cadáver Cruz.
Contra
capa: ilustração de Erik Muller Thurm.
Metal:
“Satyricon” (Noruega).
Divulgação
e notícias.
Conto
de Michael Kiss.
Comentários
de 18 filmes por RR:
A Serbian Film – Terror Sem
Limites (2010), Avenida do Terror, 388 (2011), Deus Irae (2010), O Dia da Besta
(1995), Dredd (2012), Ender´s Game – O Jogo do Exterminador (2013), Enigmas de
um Crime (2008), Halo 4: Em Direção ao Amanhecer (2012), A Mansão da Meia-Noite
(1983), Mistério no Lago (2005), O Mundo Perdido (1960), Quando os Dinossauros
Dominavam a Terra (1970), Rasputin: O Monge Louco (1966), Reveillon Maldito
(1980), O Segredo do Lago Ness (2008), Sobrenatural (2010), Sobrenatural:
Capítulo 2 (2013), As Torturas do Dr. Diabolo (1967)..jpg)

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